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Economia O ministro Paulo Guedes divide com o Congresso a responsabilidade de reativar a economia brasileira

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Uma das propostas que consta na atual minuta feita pela equipe do ministro Paulo Guedes visa reduzir seis impostos federais para apenas dois. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Chamado ao Congresso Nacional para debater o drama das contas públicas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não deixou o governo carregar sozinho a responsabilidade de resolver o problema. Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO), ele disse a deputados e senadores que, sem a aprovação de medidas que resolvam o desequilíbrio fiscal do país – especialmente a reforma da Previdência –, não haverá investimento, emprego ou crescimento. As informações são do jornal O Globo.

Em um momento em que as previsões apontam para uma queda do PIB no primeiro trimestre de 2019 – correndo o risco de uma revisão para baixo também de 2018, o que caracterizaria uma recessão técnica –, o ministro fez questão de apontar que é o Parlamento quem tem a palavra final sobre várias das ações que precisam ser adotadas:

Está nas mãos da Casa nos tirar do fundo do poço, com esse equacionamento fiscal. A resposta da economia será rápida. As pessoas dizem: ‘Ah, mas a economia não está respondendo’. Respondendo a quê? O que fizemos para ela crescer? Não aprovamos nada. Não fizemos nada. Como ela vai sair crescendo? Só na base da saliva, da expectativa, do sonho?”, disse ele, acrescentando ainda:

Isso já foi tentado outras vezes. Funciona durante um certo tempo e ali na frente colapsa tudo. Não vamos fazer isso. Não vamos vender falsas esperanças. A situação é séria, mas as reformas têm o poder de produzir respostas.”

Universidades

Cobrado sobre o corte de quase R$ 30 bilhões no Orçamento, que afetou desde as pesquisas do IBGE até os repasses para universidades federais, Guedes disse que o ideal é que o Congresso decida a melhor alocação do dinheiro público. Tanto que o ministro já anunciou que o governo tem uma proposta para desvincular e desindexar totalmente os gastos públicos. Isso daria aos parlamentares a responsabilidade de definir para onde vai a arrecadação sem ter que seguir a obrigatoriedade de destinar percentuais mínimos da receita para uma ou outra área:

Vão ter que chegar um dia a controlar os orçamentos e os contingenciamentos”, disse Guedes.

Mensagem

Se a mensagem do ministro vai ajudar a fazer as propostas econômicas do governo avançarem no Congresso só o tempo dirá. Até porque isso não depende só da área econômica. Também depende da capacidade do presidente Jair Bolsonaro e da ala política do governo de construírem consensos com o Congresso para aprovar as propostas. Caso contrário, segundo Guedes, vai chegar o dia em que ele terá que chegar para deputados e senadores e dizer: “Se virem aí”.

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