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Porto Alegre O novo prefeito de Porto Alegre começa a sua gestão com mais de 200 milhões de reais em caixa

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Superávit foi divulgado nesta semana pelo então chefe do Executivo, Nelson Marchezan Júnior. (Foto: Divulgação/PMPA)

Diferente do que ocorreu na gestão anterior, Sebastião Melo (MDB) assumiu a prefeitura de Porto Alegre com superávit. A garantia é de seu antecessor, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que ressaltou o fato ao apresentar na internet o último balanço financeiro de sua gestão. Poucos dias antes de transmitir o cargo, ele detalhou o valor total deixado em recursos do Tesouro municipal: R$ 201 milhões. “Em caixa, com todas as despesas pagas e sem pendências”, frisou.

Ainda segundo ele, ao assumir o Executivo da capital gaúcha, em janeiro de 2017, o déficit era de R$ 437 milhões, com obras paralisadas, débitos com fornecedores e, especialmente, despesas com pessoal de mais de 50% da receita.

Ele também assegurou que Porto Alegre saneou as finanças públicas, melhorou a estrutura tributária e se restabeleceu como destino atrativo a investidores privados e recursos de financiamentos para políticas públicas:

“Nestes quatro anos, nos dedicamos a mudar uma realidade negativa. Há 20 anos, a Capital era administrada no vermelho, gastando mais do que arrecadando. Pegamos a prefeitura na sua pior situação financeira e a entregamos na melhor de duas décadas”.

Marchezan não conseguiu se reeleger, ficando em terceiro lugar no primeiro turno da eleição municipal, atrás de Sebastião Melo e Manuela D’Ávila (PCdoB).

Ele também enfrentou ao longo de 2020 um processo de impeachment que quase abreviou o seu mandato – o pedido de afastamento, motivado por suposto desvio de finalidade no uso de verbas da saúde em ações de propaganda institucional, acabou derrotado na esfera jurídica e não chegou a ser votado pelos parlamentares municipais, onde uma derrota era dada como certa.

Equilíbrio financeiro e credibilidade

Conforme integrantes da gestão de Marchezan, para se chegar ao equilíbrio financeiro, foi preciso um levantamento detalhado e um plano de ação para cortar despesas e ampliar a cobrança de contribuintes inadimplentes.

“Conseguimos reverter um déficit para um superávit nunca visto em nenhum outro momento nas últimas décadas”, reiterou o então secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto.

Já a então secretária municipal de Planejamento e Gestão, Juliana Castro, destacou o fato de que, na sua avaliação, a cidade resgatado a credibilidade com instituições financeiras e voltou a colocar recursos públicos em projetos relevantes à população, especialmente aos mais vulneráveis:

“A reforma estrutural, com enxugamento da máquina pública, é um legado que se deixa para a Capital. Mesmo com todo cenário de pandemia neste ano, os servidores foram pagos em dia e conseguimos antecipar o décimo-terceiro salário”.

A atual gestão informou que também deixa garantidos R$ 1,2 bilhão em financiamentos, sendo R$ 693 milhões já captados e R$ 542 milhões em negociação em áreas prioritárias, como saneamento, drenagem, habitação, segurança, mobilidade, tecnologia e modernização da gestão. Somente em parcerias público-privadas e concessões, o investimento é de R$ 1 bilhão em obras, serviços públicos e outorgas.

(Marcello Campos)

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