Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de janeiro de 2018
O percentual de famílias brasileiras com dívidas fechou 2017 em 62,2%, acima dos 59% de 2016. Os dados, registrados em dezembro, são da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e divulgada nessa sexta-feira no Rio de Janeiro.
As famílias inadimplentes, isto é, com dívidas ou contas em atraso, ficaram em 25,7% em dezembro, acima dos 24% de dezembro de 2016. Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as suas contas ou dívidas em atraso ficou em 9,7%, acima dos 9,1% de dezembro de 2016.
A proporção de famílias que disseram estar muito endividadas ficou em 14,6%, mesmo resultado de dezembro de 2016.
O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 64,3 dias em dezembro de 2017, superior aos 63,8 dias do mesmo período do ano anterior.
Para 76,7% das famílias que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, seguido de carnês (17,5%) e financiamento de carro (10,9%).
Novembro
O percentual de famílias endividadas em dezembro (62,2%) manteve-se estável em relação a novembro, depois de cinco altas mensais consecutivas.
Os inadimplentes passaram de 25,8% em novembro para 25,7% em dezembro. Já as famílias sem condições de pagar as dívidas em atraso caíram de 10,1% em novembro para 9,7% em dezembro.
Saia das dívidas
O primeiro passo para sair das dívidas é saber exatamente quanto você está devendo e para quem está devendo. O processo é duro, mas necessário: liste todas as suas dívidas, seus valores (contando com os juros) e os respectivos credores. Com o total em mãos, será mais fácil definir quanto você tem que economizar por mês para quitar seus débitos e regularizar sua situação.
Meta
Não tem jeito: para quitar suas dívidas, será preciso cortar gastos e economizar. Com o valor total do que deve em mãos, crie uma meta mensal de economia para esse fim. O ideal é separar 15% da sua renda líquida para quitar as dívidas. Em casos mais graves, é preciso apertar ainda mais o cinto e destinar uma quantia ainda maior para conseguir pagar os débitos e voltar a ficar com a conta-corrente no verde.
Fundo de emergência
Ter uma reserva de emergência é essencial para não ter que recorrer a empréstimos caso aconteça uma situação inesperada, como a perda de um emprego ou uma doença na família. Com as dívidas sob controle, é hora de pensar em montar um fundo para poder recorrer caso tenha alguma despesa financeira não prevista. O ideal é que essa reserva seja correspondente a um valor de três a seis salários líquidos.
Sair das dívidas ganhando pouco é possível! Para alcançar esse objetivo, é importante manter o foco, gerenciar seus gastos como sabedoria e mudar de hábitos.
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