Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

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Brasil O padre Marcelo Rossi voltou a ser acusado de plágio

O padre, cantor e escritor tem 51 anos de idade. (Foto: Reprodução)

Um ano depois de ser acusado de plagiar texto do carioca Ronaldo Siqueira da Silva, de 58 anos, no livro “O Eremita Urbano”, o padre, cantor e escritor, Marcelo Rossi, 51 anos, voltou a enfrentar problemas judiciais pelo mesmo motivo. A nova ação envolve a escritora do Rio, Izaura Garcia, 62. As informações são do jornal O Dia.

Ela alega que provou que o texto “Perguntas e Respostas, Felicidade qual é?”, que consta no famoso livro “Ágape”, lançado pelo sacerdote em 2010, é de sua autoria, mas foi atribuído a Madre Teresa de Calcutá. Sua defesa pede R$ 50 milhões de indenização, equivalente a 20% da venda de 10 milhões de exemplares, em 30 países.

“Além de registro em cartório, o meu texto (entre os 100 mais fraternos do mundo, segundo sites especializados) foi publicado em 2002 no livro ‘Nunca Deixe de Sonhar’, meu e de outros autores. Fiz um acordo em 2013 com a Editora Globo Livros, não cumprido na íntegra.”

Pelo acordo, ela recebeu R$ 25 mil de adiantamento pelo lançamento de seu livro “Diabetes.com.saúde”, em 2013, pela mesma editora, que se comprometeu a colocar o seu nome nas outras edições de “Ágape”. “Na última edição (2015), nada mudou. Até hoje não me deram balanço ou pagamento da venda do meu livro sobre diabetes.”

“Me encontrei com Rossi há dois anos. Ele apenas me abençoou e disse que Deus fecha uma porta, mas abre outras.” A assessoria de Rossi não comentou o assunto. A editora informou que se manifestará nos autos da ação por violação de direitos autorais, na Vara Empresarial da Capital.

Outro texto

Em agosto do ano passado, o analista de sistemas carioca e também escritor, Ronaldo Siqueira da Silva, 57 anos, garantiu que o sacerdote havia plagiado um de seus 50 contos, reunidos no livro “O Eremita Urbano”, de 2001.

Exibindo registro do texto “O homem e a água”, com data de 1999, no Escritório de Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional, sob número 172.467, da folha 113 do livro 290, Ronaldo, que usa também o codinome Odylanor Havlis, afirmou que o mesmo artigo, na íntegra, inclusive com o mesmo título, foi publicado no livro ‘Momento de Fé’, lançado por Marcelo Rossi, em 2004, e em um CD, sem referência ou crédito a ele.

Em 2012, Ronaldo apelou judicialmente para o reconhecimento da autoria do conto. Mas, em 2015, conforme sentença da 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, para onde o processo por danos morais e materiais – registrado com o número 0057672520148260003 – foi levado, a pedido da defesa de Rossi, a juíza Camila Quinzani deu como prescrita a pretensão do autor da ação.

Embora a magistrada tenha dado razão a Ronaldo, ela destacou que o autor tinha três anos para apelar, conforme o artigo 206 do Código Civil, mas ele só recorreu oito anos depois da publicação de “Momento de Fé”.

Em nota, a assessoria jurídica do padre argumentou que o mérito da ação “foi devidamente analisado” pelo Poder Judiciário. “O autor sequer recorreu da decisão, que transitou em julgado. Por conta disso, o autor não poderá demandar novamente contra o padre, pois deve ser observado o princípio da imutabilidade das decisões, bem como da coisa julgada, princípios consagrados na Constituição Federal”, diz a nota, alegando ainda que a matéria estaria visando “constranger o padre”.

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