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Por Redação O Sul | 25 de setembro de 2019
A economia brasileira criou 121.387 empregos com carteira assinada em agosto, segundo números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Ministério da Economia.
O resultado é o melhor para os meses de agosto desde 2013, quando foram gerados 127.648 postos de emprego formal. No ano passado, foram criadas 110.431 vagas formais.
O saldo é a diferença entre as contratações e a demissões. Em agosto, o País registrou 1.382.407 contratações e 1.261.020 demissões. De janeiro a agosto de 2019 foram criados 593.467 empregos com carteira assinada, segundo informou o ministério.
Setores
Em agosto, o saldo de empregos foi positivo em seis setores econômicos e negativo em dois. Os setores que demitiram mais do que contrataram foram Agropecuária (-3.341) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-77).
Salário
Segundo dados do Ministério da Economia, em agosto, o salário médio de admissão foi de R$ 1.619,45, valor 9,3% inferior ao que o salário médio de desligamento, que foi de R$ 1.769,59. Segundo o Ministério da Economia, em relação a julho o salário médio de admissão teve aumento real de 0,44% e o salário de desligamento aumentou 0,09%.
Reforma trabalhista
Com base nas regras da reforma trabalhista, que permite acordo de demissão entre patrões e empregados, o Caged registrou um total de 18.420 desligamentos nessa modalidade, que representa 1,5% do total envolvendo 13.351 estabelecimentos, em um universo de 12.105 empresas.
O mês de agosto também registrou 12.929 admissões e 6.356 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, em que o empregado fica à disposição do empregador, mas só recebe quando é convocado a trabalhar.
Esse tipo de contratação gerou, no mês passado, um saldo de 6.573 empregos, envolvendo 3.239 estabelecimentos e 2.830 empresas contratantes. Um total de 85 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.
Foram registradas em agosto 7.804 admissões em regime de tempo parcial e 5.154 desligamentos, gerando saldo de 2.650 empregos, envolvendo 4.211 estabelecimentos e 3.583 empresas contratantes.
Um total de 44 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial. Pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro comentou os dados do Caged e disse que “o Brasil segue se recuperando”.
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