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Mundo O plano da equipe de Hillary Clinton para derrotar Donald Trump

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Grupos que apoiam Hillary se preparam para testar anúncios que mostrarão Trump como misógino e inimigo dos trabalhadores. (Foto: Charlie Neibergall/AP)

Nos dias depois de Donald Trump derrotar seus rivais republicanos na Carolina do Sul e em Nevada, democratas destacados que apoiam Hillary Clinton organizaram uma série de reuniões e teleconferências para discutir uma pergunta que muitos nunca tinham imaginado que algum dia teriam que fazer: como derrotar Trump em uma eleição geral?

Vários democratas argumentaram que, se Hillary for a candidata escolhida por seu partido, poderá derrotar Trump facilmente. Acreditavam plenamente que as declarações incendiárias de Trump sobre imigrantes, mulheres e muçulmanos o tornariam inaceitável para muitos norte-americanos.

Tinham confiança no poder eleitoral crescente de eleitores negros, hispânicos e mulheres e em suas possibilidades de dar uma vitória arrasadora a Hillary no caso de Trump ser o candidato republicano. Outros, entre eles o ex-presidente Bill Clinton, enxergam essas conclusões como negação da realidade.

Disseram que era evidente que Trump tem uma percepção aguda do ânimo do eleitorado e que apenas uma campanha coordenada para retratá-lo como perigoso e preconceituoso pode dar a Hillary a vitória na eleição de novembro, que tanto ela quanto Clinton preveem que será uma disputa apertada.

Essa estratégia está começando a tomar forma. Grupos que apoiam Hillary se preparam para escrever e testar anúncios que mostrarão Trump como misógino e inimigo da classe trabalhadora, alguém cujo temperamento explosivo colocará o país e o mundo em perigo grave.

Democratas dizem que os republicanos correrão o risco de perder a presidência se não levarem Trump a sério.

Mas as táticas que os Clinton empregam há anos para derrubar adversários podem não estar à altura da disputa entre o curto, grosso e imprevisível Trump e a cautelosa Hillary, que costuma seguir os roteiros previamente acordados.

É um enfrentamento que assessores dos dois lados preveem que será um choque épico e brutal entre dois políticos que não poderiam ser mais diferentes. (AE)

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