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Brasil O prefeito do Rio contraria o governador e segue com o plano de reabertura gradual em seis fases

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(Foto: Alexandre Macieira/Riotur)

O prefeito do Rio de Janeiro (RJ), Marcelo Crivella, anunciou neste domingo (7), que a cidade vai manter o planejamento de retomada gradual das atividades em seis fases, sem aderir às recomendações do governo do Estado, publicadas em edição extra do Diário Oficial no fim da noite da última sexta-feira (5).

“O conselho científico se reuniu hoje (neste domingo. 7) e debateu muito. Há algumas recomendações do governo do Estado que nós já estamos seguindo, como a reabertura dos templos”, disse o prefeito, durante a coletiva. “Uma abertura ampla, geral e irrestrita poderá nos levar a uma situação que nós não queremos.”

No decreto que flexibilizou o isolamento social no Estado, o governador Wilson Witzel determinou que alguns setores da economia funcionassem com horário restrito já a partir de sábado (6). A medida causou confusão entre moradores e empresários cariocas, que não sabiam que regras seguir.

As principais divergências eram sobre a reabertura de shoppings, centros comerciais, bares e restaurantes. Pelo planejamento da prefeitura, os setores só voltariam a funcionar nas segundas e terceiras fases, que acontecem a cada duas semanas.

Na tarde de sábado, o governador usou suas redes sociais para falar sobre o decreto, onde chegou a falar, inclusive, sobre uma possível segunda onda de Covid-19:

“Os hospitais de alta complexidade seguem seu fluxo de construção e serão importantes para que nos preparemos para uma provável segunda onda do Covid-19. Até segunda-feira a fila de leitos será zerada. Seguimos firmes”.

Também no sábado, o secretário de governo do Witzel, Cleiton Rodrigues, explicou que apesar de o decreto do governador ter flexibilizado bastante as regras do isolamento social, cada prefeitura tem autonomia para manter regras mais rígidas nos municípios.

“O governador fixou normas gerais depois de ouvir os secretários de Fazenda e de Saúde. Mas os municípios podem ter regras específicas conforme as realidades locais”, disse o secretário.

Taxa de isolamento

Com a reabertura gradual do comércio e o retorno dos transportes intermunicipais, a cidade do Rio já teve uma queda considerável da taxa de isolamento social no primeiro fim de semana após a orientação de flexibilização das medidas para o combate à Covid-19. O índice do isolamento social neste domingo (7), até às 15h40min, ficou em 76%. Comparando com os dois últimos domingos, no dia 31 de maio a cidade estava com a taxa de 82%; e no dia 24 de maio, com 86%.

Os percentuais querem dizer que são observados determinados números de pessoas a menos nas ruas em relação a um domingo normal, por exemplo, antes do contexto do novo coronavírus.

Outros fatores que podem ter contribuído para a redução do isolamento foram as manifestações realizadas na cidade contra o racismo, no Centro, e contra e a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro, em Copacabana, na Zona Sul.

Os dados são do monitoramento feito pela empresa de inteligência artificial Cyberlabs, que vem trabalhando em parceria com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR), através da análise de 800 câmeras de videomonitoramento de entidades privadas e públicas espalhadas pela cidade.

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