Segunda-feira, 01 de Março de 2021

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Brasil O presidente da Câmara dos Deputados se encontrará com embaixador chinês para tratar do envio de insumos para vacinas

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Maia tenta trazer o protagonismo do combate ao novo coronavírus para o Congresso Nacional. (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), agendou um encontro com o embaixador da China, Yang Wanming, para esta quarta-feira (20). A audiência foi solicitada por Maia e tem como objetivo tratar da liberação de insumos para a produção de vacinas no Brasil.

Segundo interlocutores, o encontro está marcado para à tarde desta quarta, na Embaixada da China.

Em seus últimos dias à frente do comando da Casa, Maia tenta trazer o protagonismo do combate ao novo coronavírus para o Congresso Nacional. Na semana passada, o presidente da Câmara apresentou um requerimento solicitando ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AM), que o Legislativo se reunisse agora em janeiro, durante o recesso parlamentar. No entanto, na segunda (18), Maia afirmou que Alcolumbre não respondeu ao seu pedido.

De acordo com fontes próximas ao presidente da Câmara, durante o encontro com o embaixador Yang Wanming, Maia vai tentar melhorar a relação entre os dois países e argumentar que a demora na chegada dos Ingredientes Farmacêutico Ativos pode prejudicar ainda mais o Brasil e a fabricação da CoronaVac pelo Instituto Butantan e do imunizante de Oxford/AstraZeneca, que será produzido pela Fiocruz.

Há um receio de que haja demora por conta do tratamento que o presidente da República, Jair Bolsonaro, e seus filhos dispensaram à vacina e à Embaixada Chinesa. O governo chegou a proibir que o embaixador chinês, Yang Wanming, se encontrasse com ministros, por exemplo.

Em um documento assinado pelo deputado Fausto Pinato, a Frente Parlamentar Brasil-China e a Frente Parlamentar dos Brics destacam ter como função “fortalecer as relações diplomáticas e comerciais entre os dois países, para que ambas as nações frutifiquem resultados, sobretudo nas áreas de indústria, saúde, tecnologia, agricultura e comércio, gerando empregos e renda a ambos os povos”.

“Reforço que o Brasil tem um profundo respeito à China, ao povo chinês e seus líderes, sobretudo a Vossa Excelência. No ensejo, eu externo a minha preocupação sobre o déficit no estoque do princípio ativo IFA — Ingrediente Farmacêutico Ativo, insumo essencial para a produção dos imunizantes CoronaVac e Oxford/AstraZeneca e de outras que possam ser aprovadas pela Anvisa — Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o nosso órgão regulador. Este princípio ativo, fornecido pela empresa Sinovac, encontra-se com estoque limitado no Instituto Butantan e na Fundação Oswaldo Cruz”, segue o texto dirigido ao presidente chinês.

Pinato também lembra que a CoronaVac, “grande esperança dos brasileiros”, é fruto da parceria entre os dois países, e o estoque atual, de 6 milhões de doses, já distribuído, atenderá apenas a 0,5% dos idosos e 34% dos profissionais de saúde brasileiros. “A interrupção do envio do princípio ativo IFA aos laboratórios brasileiros irá afetar, em um futuro próximo, a produção das vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca, comprometendo, consequentemente, o cronograma de vacinação dos brasileiros em todos os Estados e municípios, que está em curso”, afirmou o parlamentar.

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