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Mundo O presidente da Coreia do Sul agradeceu a Donald Trump e Kim Jong-un pela coragem e a determinação em fazer um acordo de paz

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(Foto: Shealah Craighead/Casa Branca)

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, afirmou nesta terça-feira (12), que a cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, foi um “sucesso” e agradeceu aos dois pela “coragem e determinação”.

“Quero expressar o maior dos elogios ao valor e à determinação dos dois líderes, o presidente Trump e o presidente Kim, que não se conformaram com uma realidade que já está caducando e apostaram em dar um passo arriscado para a mudança”, disse Moon em comunicado.

“O acordo de Sentosa (ilha onde a cúpula ocorreu, em Singapura) será lembrado como um evento histórico que ajudou a derrubar o último legado da Guerra Fria que resta no mundo”, completou o presidente sul-coreano.

Na cúpula, a primeira entre os líderes de Coreia do Norte e EUA, Trump e Jong-un assinaram uma declaração na qual se comprometem a abrir uma nova etapa nas relações entre os dois países, buscar uma paz “estável e duradoura” e trabalhar para a total desnuclearização da península coreana.

“Escreveremos um novo capítulo de paz e cooperação. Estaremos ao lado da Coreia do Norte no processo”, afirmou Moon Jae-in no texto, no qual disse que o acordo é só início do processo para conseguir a paz e a desnuclearização da península.

O comunicado do presidente sul-coreano, no entanto, não cita a surpreendente afirmação feita por Donald Trump em coletiva de imprensa sobre o cancelamento das manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul, algo que não consta na declaração conjunta assinada após o fim da cúpula.

Sobre o anúncio de Trump, um porta-voz da presidência da Coreia do Sul se limitou a dizer que está “tentando entender o significado preciso e a intenção dos comentários do presidente americano”.

O republicano, que classificou os exercícios como “provocativos”, declarou que a suspensão das manobras militares na península representará uma “tremenda economia” para os EUA. O presidente americano fez o anúncio depois de a Coreia do Norte voltar a condenar recentemente as manobras militares, que considera como um ensaio para a invasão do país.

Rússia

A Rússia avaliou como “positiva” a cúpula realizada em Singapura entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

“O simples fato de os líderes de EUA e Coreia do Norte terem se reunido já é positivo”, disse o ministro de Relações Exteriores do governo de Vladimir Putin, Sergei Lavrov.

O chanceler, no entanto, afirmou a jornalistas que ainda não viu os documentos assinados no encontro. “Como os senhores, vimos pela televisão e ouvimos as declarações das duas partes”, disse.

O vice-ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Riabkov, também elogiou o encontro, e classificou o encontro entre o presidente americano e o ditador norte-coreano como um “importante passo”. Riabkov ponderou, contudo, que o “diabo está nos detalhes” e que é preciso entender o acordo profundamente antes de comentá-lo.

Apesar das ressalvas, o vice-ministro disse que a Rússia está disposta a apoiar um acordo para solucionar a crise nuclear na península coreana e para destravar a cooperação com Pyongyang.

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