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Mundo O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que está preparando uma resposta dura à tentativa de assassinato que sofreu

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Maduro criticou a ONU (Organização das Nações Unidas). (Foto: Agência Brasil)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que está preparando uma resposta dura à tentativa de assassinato que denunciou no sábado (04), o que provoca temores de uma onda repressiva contra seus adversários.

Maduro, que afirma ter sido vítima de um ataque com drones carregados de explosivos, do qual escapou ileso, já anunciou várias detenções e prometeu ir “a fundo” nas investigações. “Voltou a fracassar e na Venezuela tem que existir justiça porque atentaram contra minha vida”, afirmou sobre o incidente que deixou sete militares feridos, segundo informou o governo.

“Justiça! Máximo castigo! E não vai haver perdão, os que se atreveram a ir até o atentado pessoal que esqueçam o perdão, os perseguiremos e os capturaremos onde quer que estejam escondidos. Eu prometo!”, advertiu em um discurso ao país no sábado à noite.

O procurador-geral, Tarek William Saab, ligado ao governo, informou que na segunda-feira (06) revelará as identidades dos detidos. “Vão fornecer todas as informações que são obrigados a fornecer sobre este ato terrorista. Haverá uma sanção implacável”, disse Saab, que acompanhava o desfile militar em Caracas durante o qual aconteceram os fatos denunciados pelo governo.

Diante de uma enorme rejeição popular em consequência do colapso econômico Maduro atribuiu o ataque à “ultradireita”, como se refere à oposição, e ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos. O presidente citou uma entrevista de Santos esta semana à AFP, na qual disse que via “próxima” sua queda.

“Trata-se de um atentado para me matar, tentaram me assassinar. Não tenho dúvidas de que o nome de Juan Manuel Santos está por trás deste atentado”, afirmou Maduro. Santos entregará o poder na próxima terça-feira (07) ao vencedor das recentes eleições presidenciais, o político de direita Iván Duque, um duro crítico de Maduro.

“São absurdas e carecem de qualquer fundamento as declarações de que o presidente colombiano seria o responsável pelo suposto atentado contra o presidente venezuelano”, afirmou o ministério das Relações Exteriores da Colômbia em um comunicado. Maduro, no entanto, determinou que os militares devem permanecer em “alerta máximo” e redobrar a inteligência na fronteira com a Colômbia.

Explosão diante de Maduro

Um suposto grupo rebelde, Movimento Nacional Soldados de “Franelas” (camisas), assumiu o ataque, de acordo com um comunicado lido no Youtube pela jornalista de oposição venezuelana Patricia Poleo, radicada nos Estados Unidos. O grupo afirma ser integrado por militares e civis. De acordo com o governo, os drones detonaram explosivos diante da tribuna presidencial e em outros pontos da Avenida Bolívar, no centro de Caracas.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que uma explosão é ouvida e os seguranças de Maduro, que fazia um discurso, correm para protegê-lo com um colete à prova de balas. Ao contrário do presidente, que permaneceu de pé e tentou observar o que acontecia, vários militares a seu lado se abaixaram e, pouco depois, Maduro foi retirado do local. Sua esposa, Cilia Flores, e vários nomes importantes do governo também estavam no palanque.

“Minha primeira reação foi de observação, de serenidade, porque tenho plena confiança no povo e nas Forças Armadas”, destacou no palácio presidencial de Miraflores. O procurador-geral afirmou que um dos drones gravava o ato. “Observei como o drone que filmava os atos explodiu”, declarou. Após a explosão, dezenas de militares começaram a correr de maneira desordenada.

 

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