Quarta-feira, 20 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 15 de maio de 2018
O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, reconheceu na segunda-feira (14) a dificuldade de mobilização popular pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o dia 7 de abril.
Ao discursar em uma jornada pela defesa da democracia – a oitava edição desde 2015 –, Okamotto fez um apelo para que petistas e integrantes de movimentos de esquerda parem de pregar para convertidos. “Muita gente aqui é convertida. Já sabe da história”, disse.
“E se esforcem, desde já, para ampliar o movimento em apoio ao ex-presidente. Não dá para esperar o processo eleitoral. Tem que ser desde já. Só assim, com a mobilização de milhões e milhões de pessoas, será possível tirá-lo da prisão”, disse.
“E, para convencer mais gente, é preciso usar a inteligência”, afirmou Okamotto. Mas, especificamente como fazer isso, ele ainda não sabe, admitiu no discurso. Lembrando os mais de 40 anos de amizade com Lula, Okamotto disse que, para o ex-presidente, é uma tortura ficar isolado, sem falar de política. E repetiu que Lula é um homem inocente.
“Não consigo imaginar o Lula sem alguém para discutir política. Lamentavelmente, ele está trancado. É quase uma solitária”, afirmou Okamotto, quatro dias após visitar o ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Pesquisa
Lula manteve a primeira colocação em pesquisa de intenção de voto CNT/MDA divulgada na segunda-feira no cenário em que aparece como candidato, enquanto o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança nos cenários sem o petista.
Lula registrou 32,4% das intenções de voto, à frente de Bolsonaro, com 16,7%, e Marina Silva, da Rede, com 7,6%. Na pesquisa anterior, de março, Lula tinha 33,4%, Bolsonaro tinha 16,8% e Marina aparecia com 7,8%.
No cenário sem Lula, Bolsonaro aparece no levantamento deste mês em primeiro lugar, com 18,3%, à frente de Marina, com 11,2%, e de Ciro Gomes, do PDT, com 9%. No levantamento de março, Bolsonaro tinha 20% no cenário sem Lula, enquanto Marina aparecia com 12,8% e Ciro tinha 8,1%.
Preso há cinco semanas, Lula esteve presente em apenas um dos quatro cenários de primeiro turno que foram testados. O PT mantém a candidatura do ex-presidente, embora ele deva ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa após ser sido condenado em segunda instância. No lugar de Lula, a pesquisa colocou Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo.
A pesquisa também não traz o nome do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (PSB), que anunciou que não pretende disputar a Presidência da República.
Segundo turno
Nos cenários de simulação de segundo turno, Lula é o vencedor em todas as disputas em que aparece como candidato. Sem o petista, Bolsonaro é quem aparece na liderança em quase todos os cenários, mas o deputado empata com a pré-candidata da Rede, ambos com 27,2%, e também ocorre um empate técnico dele com Ciro Gomes – Bolsonaro angaria 28,2%, e o pré-candidato do PDT acumula 24,2%.
Segundo o presidente da CNT, Clésio Andrade, a desistência do ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência da República pelo PSB ainda não produziu efeitos nos índices dos demais concorrentes.

Paulo Okamotto. (Foto: Márcia Gouthier/Agência Sebrae)
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