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Brasil O presidente do Senado diz que os seus diálogos gravados não têm nada a ver com a Operação Lava-Jato

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Alagoano de Murici, o senador deixou para trás, aos 61 anos, o perfil moderado que o transformou em um dos políticos mais influentes da capital federal e adotou um tom mais duro (Foto: EBC)

Em nota divulgada nessa quarta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), assegurou que as suas conversas com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, divulgadas pela Folha de S.Paulo, não têm relação com a Operação Lava-Jato.

Nos áudios, o peemedebista defende mudanças na lei que trata de delação premiada, de forma a impedir que presos se tornem delatores. Esse tipo de acordo com investigado tem sido uma das principais armas da força-tarefa.

“Os diálogos não revelam, não indicam e nem sugerem qualquer menção ou tentativa de interferir na Lava-Jato. E não seria o caso, porque nada vai interferir nas investigações”, disse o comunicado, assinado pela assessoria de imprensa da presidência do Senado.

O texto ressaltou, ainda, que é hábito do presidente da Casa receber pessoas que o procuram, em referência ao encontro com Machado, indicado ao cargo na estatal (subsidiária da Petrobras) pelo próprio Calheiros.

“Pacto”

Em um dos trechos das conversas, o ex-dirigente sugere um “pacto para passar uma borracha no Brasil”. Calheiros argumenta, porém, que antes de “passar a borracha”, são necessárias medidas como não permitir que investigados já presos possam aderir a acordos de delação premiada.

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