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Política O presidente do Senado faz reunião com governadores para agilizar ações de combate à pandemia

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Presidente do Senado diz que pedidos de impeachment não podem ser banalizados. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A crise da pandemia foi o tema de uma reunião de governadores com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. A reunião é desdobramento do que foi acertado no encontro dos três poderes, na quarta-feira (24). O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, do Democratas, deu o primeiro passo na coordenação do debate com os governadores sobre o enfrentamento da pandemia.

Participaram por videoconferência a maioria dos governadores e três vices – de São Paulo, Tocantins e Sergipe. Alagoas e Acre não compareceram. Os governadores apresentaram demandas e sugestões. Querem uma meta diária de vacinação: a partir de abril, um milhão de pessoas; até maio, dois milhões – o ministro Queiroga já tinha dito que o governo espera vacinar um milhão de pessoas por dia; melhorar a coordenação do Plano Nacional de Imunização para sincronizar em todos os estados a vacinação por faixa etária dos grupos prioritários; e intensificar a importação de vacinas e insumos para produção nacional.

Os governadores destacaram que a compra de medicamentos para internação também precisa de urgência. “Se não houver fornecimento breve, logo teremos falta de insumos que poderão custar a vida de pessoas, então esse problema tem que ser tratado urgentemente”, afirmou o governador de Minas, Romeu Zema (Novo).

Além de vacinas e medicamentos, os governadores reforçaram que o governo federal precisa ajudar nas campanhas preventivas e nas medidas restritivas. Em entrevista, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), defendeu uma coordenação nacional para evitar o colapso na saúde.

“É importante que a gente tenha no Brasil inteiro, ordenadas pelo ministro da Saúde, pelo presidente da República, medidas que possam prevenir, possam dar esse tempo para a gente reduzir transmissibilidade, adoecimento, enquanto avançamos na vacina”, disse.

Numa rede social, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, do PSDB, cobrou participação do presidente Bolsonaro: “Precisamos ter uma articulação na questão do distanciamento. É importante que deixe de haver confronto por parte do presidente e que possamos ter, então, a condição de articular distanciamento de forma adequada no país”.

Na hora da reunião de Pacheco com os governadores, o presidente Bolsonaro estava participando de encontro virtual com a cúpula do Mercosul, mas abandonou a reunião para se encontrar com Pacheco. Bolsonaro e Pacheco falaram sobre as reivindicações dos governadores, mas, segundo interlocutores do Senado, Bolsonaro aproveitou o encontro para defender o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que tem sido alvo de críticas de parlamentares aliados.

Pacheco reforçou o coro – repetiu que a atual política externa brasileira está dificultando a compra de vacinas e medicamentos. Ainda segundo interlocutores, Bolsonaro disse que acredita na competência e na lealdade de Ernesto Araújo, sinalizando que está disposto a bancar a permanência dele no ministério. Após encontro com presidente, Pacheco manteve o tom crítico.

“A permanência ou a saída do ministro, de qualquer que seja ele, inclusive do ministro das Relações Exteriores é uma decisão que cabe ao presidente da República. Nós consideramos que a política externa do Brasil ainda está falha. Ela precisa ser corrigida. É preciso melhorar a relação com os demais países, inclusive com a China porque a China é o maior parceiro comercial que temos do Brasil”.

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