Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
21°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O processo sobre o sítio de Atibaia começou a andar no Tribunal Regional Federal em Porto Alegre

Compartilhe esta notícia:

A sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região fica em Porto Alegre. (Foto: Divulgação)

O processo sobre o sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão na primeira instância, começou a andar no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), com sede em Porto Alegre.

A Corte julga os processos da Operação Lava-Jato na segunda instância. Audiências já foram marcadas para esta semana.

Em fevereiro deste ano, Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia. O suposto pagamento de obras na propriedade pela Odebrecht foi revelado em janeiro de 2016.

A sentença foi dada pela juíza Gabriela Hardt. “É fato que a família do ex-presidente Lula era frequentadora assídua no imóvel, bem como que usufruiu dele como se dona fosse”, escreveu a magistrada na sentença.

As obras no sítio, que era frequentado pelo petista, foram pagas por Odebrecht e OAS e pelo empresário José Carlos Bumlai, com recursos desviados de contratos da Petrobras, segundo a denúncia. As modificações foram realizadas entre 2010 e 2014 – com início, portanto, no último ano do governo de Lula.

A sentença afirma que têm origem no crime de lavagem benfeitorias feitas no sítio em valores de ao menos R$ 1 milhão. A quantia inclui benfeitorias na cozinha e no lago da propriedade e construções.

A juíza ainda confiscou o sítio de Atibaia e determinou que, após a alienação, o valor das benfeitorias pagas pelas empreiteiras seja descontado dos proprietários em favor da União.

Para a magistrada, é possível concluir “acima de dúvida razoável” que os valores para custeio da reforma da propriedade foram “oriundos de ilícitos anteriores cometidos em proveito das companhias [Odebrecht e OAS]” e que Lula “teve participação ativa neste esquema, tanto ao garantir o recebimento de valores para o caixa do partido ao qual é vinculado, quanto recebendo parte deles em benefício próprio”.

Ela ainda escreveu: “Tais verbas foram solicitadas e recebidas indevidamente em razão da função pública por ele [Lula] exercida, pouco importando pelo tipo penal se estas se deram parcialmente após o final do exercício de seu mandato”.

A defesa do ex-presidente afirmou que a sentença tem “fundamentação retórica” e reforça a perseguição política contra o petista. Em janeiro, os advogados de Lula haviam entregue a defesa final do petista no processo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Depois de 37 anos de seu filme original, Rambo ressurge em plena era Trump para buscar vingança, agora na fronteira com o México
Agência de viagens mais antiga do mundo quebra, e 600 mil turistas não têm como voltar para casa. O Governo do Reino Unido terá que repatriar 150 mil britânicos, a maior operação de resgate do país desde a Segunda Guerra Mundial
Pode te interessar