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Colunistas O protecionismo de Trump e a pressão interna nos Estados Unidos

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O recente aumento dos preços da carne bovina expôs de forma prática os limites da estratégia de Trump

Foto: Reprodução de vídeo
Essa autorização só pode ser concedida a quem já possui oferta de emprego por uma empresa americana, e o custo precisa ser coberto pelo empregador. (Foto: Reprodução de vídeo)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2025 recoloca o país no centro de um debate clássico: até que ponto o protecionismo econômico pode fortalecer uma nação — ou fragilizá-la? O recente aumento dos preços da carne bovina expôs de forma prática os limites da estratégia.

Em julho de 2025, o preço da carne bovina nos EUA registrou alta de 11,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Alguns cortes, como o bife cru, chegaram a custar US$ 11,88 por libra, o equivalente a R$ 143 por quilo. A carne moída, produto de consumo mais popular, subiu 15,3% em apenas seis meses, alcançando US$ 6,34 por libra (cerca de R$ 75 por quilo).

A razão principal é a tarifa de 50% sobre a carne importada do Brasil, um dos maiores fornecedores do mercado americano. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, a medida deve reduzir em 400 milhões de libras (cerca de 180 mil toneladas) o volume de carne importada neste ano. A oferta doméstica, já pressionada por secas e pela redução de rebanhos, não conseguiu compensar a lacuna — gerando inflação de custos e insatisfação de consumidores e empresários.

A reação interna foi imediata. Setores da indústria, do varejo e da agricultura pressionam a Casa Branca diante do impacto negativo sobre custos e margens. O Partido Democrata, por sua vez, não conseguiu capitalizar politicamente a insatisfação, dado o descrédito acumulado junto ao eleitorado.

O problema é estrutural. O plano econômico do governo Trump, desenhado por seu economista-chefe, prevê um pacote ousado: choque de tarifas, desvalorização do dólar, criação de um fundo anual de US$ 200 bilhões em ouro e bitcoins, alongamento forçado da dívida pública para prazos de até 100 anos, isenção de impostos para bilionários e reorganização do comércio internacional para atrair investimentos industriais.

A lógica lembra a política do presidente William McKinley, em 1897, quando o protecionismo era visto como caminho natural para consolidar a industrialização nascente dos EUA. Mas, naquele tempo, a realidade era outra: cadeias produtivas ainda estavam em formação, a economia americana não carregava o atual nível de endividamento e a globalização do capital não existia.

Hoje, o cenário é inverso. As cadeias produtivas são altamente interdependentes, as multinacionais dominam fluxos de capital e tecnologia e a interconexão dos mercados não permite experimentos isolacionistas sem custos imediatos. O plano de Trump tende a gerar inflação estrutural — que não será compensada pela desvalorização do dólar —, forçando elevação de juros e desequilibrando ainda mais a economia.

Além disso, o protecionismo alimenta ineficiência e reduz a competitividade da produção americana no comércio global. Se em 1897 os EUA podiam crescer protegendo sua indústria, em 2025 a mesma estratégia parece um anacronismo perigoso.

A pressão interna contra o governo já começou, mas Trump mantém sua estratégia “panzer”, movida por convicção e vaidade. O risco é que, em nome de fortalecer os EUA, seu governo acabe por enfraquecê-los na arena internacional e impor ao cidadão comum o peso imediato da conta — já visível na gôndola do supermercado.

* Guto Lopes, comunicador da Rede Pampa de Comunicação

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Adalberto Meneguzzi
22 de agosto de 2025 13:06

Meu Deus… quanta preocupação com a economia dos USA!!!!
Nunca te passou pela mente (se é que a possui), que o Brasil é um dos países mais protecionistas do planeta???
Nós temos a maior taxa média de importação do mundo!
E esse é o real motivo da taxação do Trump!
Tu deverias olhar para o próprio rabo e comentar a dramática situação financeira dos brasileiros!
Em tempo: a Argentina vai exportar a carne que nós exportávamos, com taxa ZERO, otário!

Fernando Krause
22 de agosto de 2025 14:46

O Trump vai consertar as besteiras que o socialismo do Biden fez na economia dos EUA, e recolocar a nação mais forte do planeta nos trilhos do desenvolvimento.
Já no Brasil esperamos que o próximo governo consiga consertar as besteiras do lulopetismo, e recolocar o país novamente nos trilhos do desenvolvimento.

Artur Artur
22 de agosto de 2025 15:05

ESTE AÍ É IGUAL AO PATRÃO DELE….SO FALA MERDA….

Artur Artur
22 de agosto de 2025 15:06

COMO ISSO….CONSEGUIU ESPAÇO PARA FALAR…???

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