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Notícias O PT cobra de governadores a defesa da candidatura de Lula

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Ato por Lula Livre, em Rio Branco, no Acre, com a presença de Gleisi Hoffmann e do governador Tião Viana (PT). (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, convocou uma reunião com os cinco governadores petistas para a semana que vem, em Brasília, com o objetivo de estancar o movimento a favor de um plano “B” na eleição presidencial.
Na quinta-feira, pouco depois de visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na carceragem da PF (Polícia Federal), em Curitiba, no Paraná, Gleisi telefonou para quatro dos cinco governadores petistas que estavam no Recife para uma reunião e mandou um recado direto do ex-presidente: Lula continua candidato.

Segundo fontes do PT, Fernando Pimentel (Minas Gerais), Tião Vianna (Acre), Rui Costa (Bahia) e Wellington Dias (Piauí) receberam o recado de Lula enviado por Gleisi. Camilo Santana (Ceará) também já foi comunicado sobre o posicionamento do ex-presidente.

A movimentação de Gleisi é uma reação à entrevista de Santana ao jornal O Estado de S.Paulo na qual ele diz que o PT não pode “apostar no isolamento suicida” e deveria apoiar Ciro Gomes (PDT).

Nas últimas semanas, governadores petistas têm se movimentado no sentido contrário ao da direção partidária defendendo que o PT coloque em prática o quanto antes um plano “B” na eleição presidencial, sob o risco de ficar isolado no processo eleitoral e ver minguar tanto as bancadas no Congresso quanto o número de Estados governados pela legenda.

O movimento dos governadores conta com apoio de outras lideranças petistas que acusam, em conversas privadas, a direção de interditar o debate interno sobre cenários eleitorais sem Lula. A entrevista de Santana ao Estado explicitou este movimento.

Na reunião dos governadores petistas, nesta sexta-feira, 18, no Recife, um dos cotados para ser o substituto de Lula na disputa presidencial, o ex-ministro Jaques Wagner, descartou de maneira cabal a pessoas próximas a possibilidade de ser o plano “B”. Segundo fontes, ele disse que não aceitaria a candidatura presidencial nem se recebesse um pedido direto de Lula.

Wagner, que não gostou de ser advertido por Gleisi quando defendeu publicamente que, sem Lula, o partido deveria apoiar Ciro, tem dito que a cúpula petista já se decidiu pelo nome de Fernando Haddad como opção eleitoral caso o ex-presidente, condenado e preso pela Lava Jato, seja barrado ela Justiça com base na Lei da Ficha Limpa.

Wagner afirmou a interlocutores que, para a direção do PT, o plano agora é “H”, de Fernando Haddad. O ex-governador da Bahia embasa sua tese no fato de Gleisi ter levado o ex-prefeito, coordenador do programa de governo do PT, para visitar o ex-presidente em Curitiba por ordem do próprio Lula.

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