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Notícias O PT começa a discutir o que fazer com o slogan “eleição sem Lula é fraude”

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Gleisi Hoffmann tem evitado o slogan em seu discurso em defesa de Lula. (Foto: Reprodução Facebook)

Com a possibilidade cada vez mais real de o PT ser obrigado a aderir a um plano B na eleição presidencial deste ano, o partido começa a discutir internamente o que fazer com o slogan “eleição sem Lula é fraude”, adotado no ano passado, depois da condenação do ex-presidente pelo juiz Sérgio Moro no caso do apartamento tríplex do Guarujá, no Litoral de São Paulo.

A palavra de ordem só faria sentido se a sigla decidisse, na hipótese de a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser enquadrada na Lei da Ficha Limpa, boicotar a disputa eleitoral ao Palácio do Planalto. Apesar de a ideia continuar a ter adeptos na legenda, ela é encampada hoje apenas por um grupo minoritário. O próprio ex-presidente disse, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, no dia 1º de março, ser contra “boicotar as eleições”.

Uma liderança petista defende que o caminho correto seria amenizar o tom do discurso e deixar de usar o slogan desde já. A preocupação é que o eleitor fique confuso em aderir a um plano B petista com o partido desqualificando o pleito. Os cotados para assumir a cabeça da chapa se Lula tiver a candidatura cassada são o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi questionada pelo jornal O Globo se a legenda orientará seus dirigentes e aliados a deixarem de lado a palavra de ordem, mas não respondeu. Como discussões públicas sobre o plano B petista estão proibidas, os debates sobre o que fazer com a palavra de ordem ainda estão restritos aos bastidores.

No último grande ato público petista, realizado no dia 22 de fevereiro, em São Paulo, para comemorar os 38 anos do partido, Gleisi evitou o slogan em seu discurso. Na ânsia de defender Lula das condenações judiciais, a palavra de ordem já chegou a ser destacada em uma resolução do PT, em setembro do ano passado. Em dezembro, foi lançado um manifesto com esse tema para colher assinaturas no Brasil e no exterior.

Mas, apesar de ter sido evitado por Gleisi, o slogan não ficou totalmente de fora do ato de aniversário do PT. O líder da legenda no Senado, Lindbergh Farias (RJ), o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, e Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares, tentaram inflar a militância ao destacarem em suas falas: “Eleição sem Lula é fraude”.

“Como dirigente do movimento popular, acho que o mote ‘eleição sem Lula é fraude’ tem que ser para valer. Tem que ir até as últimas consequências”, afirmou Bonfim, que também faz parte da Frente Brasil Popular e costuma discursar em eventos organizados pelo PT.

Na avaliação de Bonfim, o partido, se Lula for impedido de concorrer, deve “denunciar o processo eleitoral fraudado”. “E não disputar a Presidência”, acrescentou.

 

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