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Brasil Por causa do coronavírus, o Rio de Janeiro restringe a entrada de idosos nos bancos

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Novo decreto municipal determina que pessoas com mais de 60 anos só poderão usar caixa eletrônico. (Foto: ABr)

O prefeito Marcelo Crivella decidiu, neste sábado, proibir o atendimento presencial de idosos em agências bancárias. De acordo com a prefeitura, o decreto é para proteger os idosos, que são do grupo de risco, do coronavírus.

Ainda segundo a prefeitura, a regra não se aplica a caixas eletrônicos ou bancos oficiais. Além disso, a proibição se estende também a possibilidade de acompanhar e apostar em corridas de cavalos em agentes lotéricos.

Ainda neste sábado, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou projeto de lei que cria o Fundo Emergencial de Combate à Covid-19 (FECC). A proposta é de autoria do legislativo carioca, e prevê a doação de recursos financeiros empresas e pessoas físicas a um fundo específico para ajudar nos trabalhos de enfrentamento à pandemia do coronavírus, realizados pela prefeitura.

Segundo o texto, o dinheiro ficará à disposição da autoridade municipal para uso exclusivo em ações de combate à pandemia. Uma emenda apresentada pela vereadora Teresa Bergher (PSDB) obrigando a prefeitura a dispor na internet dados de receitas e gastos do fundo, por natureza de despesa, também foi aprovada.

O salário de março dos servidores ativos, aposentados e pensionistas da Prefeitura do Rio deve ser pago no quinto dia útil do próximo mês, ou seja, em 7 de abril (ou até essa data).

Enquanto isso, já prevendo queda na receita por conta das medidas de combate ao coronavírus, o governo decidiu propor a desvinculação de receitas de fundos para garantir o reforço de caixa.

O prefeito Marcelo Crivella enviou na noite desta quinta-feira projeto de lei à Câmara Municipal prevendo essa medida. Na mensagem, Crivella ressaltou que haverá uma significativa queda na arrecadação. E apontou a suspensão de vinculação de receita como forma de garantir serviços essenciais à população.

Empresas

A Febraban, entidade que representa os bancos, anunciou, no dia 16 de março, que as cinco maiores instituições financeiras do país estavam abertas para discutir a prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas de empresas.

Nem uma quinzena se passou, e o que se ouve nas empresas que buscam negociar com os bancos é exatamente o oposto —não importa o setor, o porte do negócio ou o cargo do interlocutor. A nota da Febraban destacava que a prioridade dos bancos era apoiar especialmente micro e pequenas empresas, proteger o emprego e a renda, numa eventual crise provocada pela epidemia de coronavírus no Brasil.

O texto até destacava que os bancos associados estavam “sensíveis ao momento de preocupação dos brasileiros com a doença provocada pelo novo coronavírus e vêm discutindo propostas para amenizar os efeitos negativos dessa pandemia no emprego e na renda”.

Representantes de entidades do setor privado, altos executivos de grandes empresas, proprietários de médios e pequenos negócios contaram à Folha, muitos na condição de não terem o nome revelado, que os maiores bancos elevaram os juros em todas as operações.

Capital de giro, antecipação de recebíveis e até de empréstimo de longo prazo, que já estavam em negociação havia tempos e prestes a serem liberados, tiveram as taxas de juros elevadas de uma semana para outra. Há casos em que as taxas dobraram e até triplicaram.

Roriz Coelho, vice-presidente da Fiesp, federação das industrias de São Paulo, resume um pouco a situação. Para exemplificar, conta que uma grande empresa triplo A (jargão que define um negócio como seguro, com baixíssimo risco de calote) tinha acesso a juro de 6% ao ano.

Agora, explica ele, essa empresa paga juros de 12% e ainda tem que apresentar uma série de garantias adicionais. Roriz questiona em particular o fato de os bancos não estarem oferecendo recursos liberados pelo BC (Banco Central) justamente para dar alívio às empresas.

O BC vem liberando os chamados depósitos compulsórios (parcela de depósitos que, por determinação do BC, são retidas pelos bancos para reduzir o dinheiro em circulação). Foram liberados mais de R$ 200 bilhões desde fevereiro.

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