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Notícias O Rio Grande do Sul é o primeiro Estado a aderir ao programa federal “Rede Gov.BR”, que aposta no uso do smartphone para desburocratizar os serviços públicos

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Iniciativa prevê o compartilhamento avançado de informações entre as administrações municipais, estaduais e federal. (Foto: Agência Brasil)

Nessa terça-feira, o governador gaúcho Eduardo Leite formalizou a inclusão do Rio Grande do Sul no programa “Rede Nacional de Governo Digital” (ou simplesmente “Rede Gov.BR”), destinado a ampliar a transparência e reduzir, reduzir a burocracia e evitar fraudes em serviços prestados pelo poder público. Com a assinatura, o Estado é o primeiro a aderir à iniciativa, cujo foco são serviços acessíveis via smartphone.

Trata-se de um compartilhamento avançado de informações entre as administrações municipais, estaduais e federal, através de ferramentas tecnológicas. Na avaliação da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, os esforços para eliminar a burocracia “no papel” não evitaram que o problema se mantenha nos meios virtuais.

Basta citar, por exemplo, que o governo federal conta com mais de 1,5 mil sites oficiais. “Precisamos buscar uma solução integrada para facilitar a vida do cidadão”, comentou o titular da pasta, Paulo Uebel. Além dele e de Eduardo Leite, o termo recebeu a rubrica de Claudio Gastal. secretário de Governança e Gestão Estratégica.

A adesão ao “Rede Gov.BR” é o primeiro passo do programa “RS Digital”, em fase de elaboração pelo governo gaúcho. Para os quatro anos da gestão de Eduardo Leite à frente do Palácio Piratini (2019-2022), a expectativa é de que os serviços do governo sejam 100% acessíveis digitalmente. São Paulo e Rio de Janeiro serão os próximos a aderir ao programa.

Detalhes

Embora o programa pareça um pouco vago em sua descrição, no site www.rede.gov.br, é possível encontrar algumas informações sobre a iniciativa federal. Dentre elas está um resumo dos objetivos aos quais o programa se propõe:

– Transformação dos serviços públicos, orientados pela perspectiva dos cidadãos e empresas, buscando a simplificação e a oferta de serviços por meio de canais digitais;

– Adesão às plataformas digitais, a fim de centralizar serviços ofertados, autenticar de forma unificada os usuários, compartilhar e analisar dados e informações, facilitar a integração entre sistemas;

– Programa de desenvolvimento de capacidades, considerando-se um conjunto de iniciativas para contribuírem na capacitação profissional e no desenvolvimento de profissionais fundamentais à era digital, para que o Estado forneça serviços ao cidadão de forma simplificada, acessível, inteligente e personalizada;

– Repositório unificado de soluções, apoiado na diversidade de soluções informatizadas para o atendimento de problemas comuns, com o reuso e colaboração favorecerá a economia de gastos e o combate ao paralelismo de investimento de esforços no desenvolvimento de soluções que podem ser reaproveitadas;

– Observatório de transformação digital, com base em uma visão centralizada das iniciativas relacionadas à transformação digital, bem como da evolução e melhoria contínua na prestação de serviços públicos por meio digital;

– Novas tecnologias, proporcionando um espaço para análise e experimentação, em sintonia com a necessidade de aprimoramento da prestação de serviços públicos digitais.

(Marcello Campos)

tags: tecnologia

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