Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de agosto de 2020
O Senado aprovou um convite ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para dar explicações sobre declarações dele após os senadores terem votado para derrubar o veto presidencial ao reajuste salarial de servidores públicos até 2021.
Na última quarta-feira, 19, Guedes criticou a decisão do Senado de derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que o Senado deu “um péssimo sinal” e classificou a decisão como “um crime contra o País”. O veto acabou sendo mantido na Câmara.
A cobrança por esclarecimentos foi negociada por senadores em uma reunião remota na quinta-feira, 20, uma espécie de sessão informal realizada antes das deliberações. A articulação foi costurada enquanto a Câmara votava para manter o veto.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), apresentou um requerimento de autoria própria para chamar Guedes a dar explicações. Senadores também discutiram a possibilidade de uma nota de repúdio ao ministro, o que foi descartado.
O senador Esperidião Amin (PP-SC) chegou a propor um pedido de convocação do ministro, ao qual Guedes seria obrigado a comparecer no Senado. Essa investida, porém, só deve ser tomada se o ministro recusar o convite. Governistas afirmam que ele se prontificou a falar.
Ausência em evento
Apesar de ter sido convidado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, faltou ao evento de lançamento do Casa Verde Amarela no Palácio do Planalto nesta terça-feira (25).
O nome do programa substitui o Minha Casa, Minha Vida. O projeto habitacional do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é dirigido pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.
Guedes tem demonstrado insatisfações com algumas atitudes do Planalto, entre as reclamações está o estilo “gastador” de Rogério Marinho. Além disso, o ministro da Economia tem de lidar com outro empecilho, o Senado aprovou nesta terça um convite ao ministro, com o objetivo de cobrar explicações após Paulo dizer que a Casa cometeu um crime ao derrubar o veto presidencial ao reajuste aos servidores.
Com as recentes atitudes, um novo substituto de Guedes já começa a ser ventilado em Brasília. Durante o evento do Casa Verde e Amarela, Bolsonaro chegou a chamar Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, de “PG2, usando as mesmas iniciais de Paulo Guedes para se referir ao dirigente do banco.
Além de Pedro, outro nome cogitado é o de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. Questionado sobre a possibilidade de substituir o “posto-Ipiranga” de Bolsonaro, em entrevista à CNN, o presidente do BC se referiu ao tema como “distração” e um “debate que não existe”.
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