Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

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Brasil Ministro do Superior Tribunal de Justiça quer informações sobre o estado de saúde do médium João de Deus antes de decidir sobre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica

Médium é réu por crimes sexuais e está preso há mais de um mês. Ele nega as acusações. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) solicitou à Justiça de Goiás, na sexta-feira (25), informações sobre o estado de saúde do médium João de Deus, acusado de cometer abusos sexuais durante atendimentos espirituais em Abadiânia. O parecer deve ser enviado para que o órgão decida sobre um pedido de liminar para substituição da prisão preventiva por domiciliar.

João de Deus está preso há mais de um mês no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Ele nega os crimes.

O pedido de informações sobre o quadro do médium foi feito pelo presidente do órgão, ministro João Otávio de Noronha. O laudo deve ser enviado pelo juiz de 1º grau responsável pela decretação da prisão preventiva. Se quiser, a defesa de João de Deus também pode produzir os documentos.

Agravamento

Segundo o ministro, a defesa de João de Deus alega que o médium, de 77 anos, é portador de doença coronária e vascular grave, foi operado de um câncer agressivo no estômago e que a manutenção da prisão acarretará danos irreversíveis.

No entanto, para o ministro, “nada há nos autos que, efetivamente, comprove suas reais condições físicas, suas necessidades médicas, suas limitações, enfim, o que os requerentes invocam para que seja deferido o pedido de prisão domiciliar”.

O laudo médico deve contar com as seguintes informações:

Se é/está acometido de alguma moléstia grave e, sendo o caso, se pode receber a devida assistência enquanto estiver recluso;

Se necessita de imediata internação hospitalar e, sendo o caso, se é possível que a rede pública o receba e lhe dê a devida atenção;

Se faz ou deve fazer uso de alguma medicação de uso constante, indicando qual(is) e sua(s) finalidade(s).

Processos 

Ações na Justiça: João de Deus já virou réu duas vezes por violação sexual e estupro de vulnerável. Ainda é necessário analisar uma terceira denúncia por estupro de vulnerável e coação e corrupção de testemunhas e outra por posse ilegal de armas. A mulher dele, Ana Keyla Teixeira, também foi denunciada no crime envolvendo os armamentos e o filho, Sandro Teixeira, pela intimidação das testemunhas;

Apuração no MP: Órgão ainda segue colhendo e analisando novas denúncias de mulheres que se dizem vítimas do médium.

Investigação: Polícia Civil aguarda laudos para concluir a investigação sobre lavagem de dinheiro, devido aos mais de R$ 1,6 milhão e pedras preciosas aprendidos em imóveis do médium.

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