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Mundo O tempo médio entre os primeiros sintomas e a morte por coronavírus na Itália é de oito dias

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Itália é o país com mais mortes provocadas pelo coronavírus. (Foto: Reprodução)

Um relatório publicado pelo Instituto Superior da Saúde (ISS), órgão subordinado ao governo da Itália, mostra que o tempo médio entre a aparição dos primeiros sintomas e a morte de vítimas do novo coronavírus (Sars-CoV-2) é de oito dias.

Os dados foram divulgados nesta quarta (18) e são relativos até 17 de março. De acordo com o ISS, o tempo médio é de quatro dias entre o surgimento dos sintomas e a internação e de outros quatro entre a entrada no hospital e a morte.

O mesmo relatório aponta que 83% das vítimas do novo coronavírus foram tratadas com terapia antibiótica (usada contra bactérias); 52%, com antivirais; e 27%, com anti-inflamatórios.

“O uso comum de terapia antibiótica pode ser explicado pela presença de infecções ou é compatível com o início da terapia empírica em pacientes com pneumonia, enquanto se aguarda a confirmação de Covid-19. Em 14,9% dos casos, foram usadas as três terapias”, diz o relatório.

De uma amostra de 355 pacientes analisados pelo ISS, apenas três (0,8%) não tinham nenhum outro problema de saúde. Outros 172 (48,5%) enfrentavam três ou mais patologias; 91 (25,6%), duas; e 89 (25,1%), uma.

Segundo o boletim atualizado em 18 de março, a taxa de letalidade nos pacientes do novo coronavírus é de 23,1% entre maiores de 90 anos; de 20,6% entre 80 e 89; de 13,4% entre 70 e 79; de 3,9% entre 60 e 69; de 1,1% entre 50 e 59; de 0,5% entre 40 e 49; e de 0,3% entre 30 e 39.

Até então, não havia nenhuma vítima confirmada com menos de 30 anos.

Corpos

A Itália ordenou ao exército que retire corpos de uma cidade do norte do país que está no centro do surto de coronavírus onde os serviços funerários estão sobrecarregados, e o governo se prepara para prolongar medidas de interdição de emergência em todo o país.

Vídeos feitos por moradores de Bergamo, a nordeste de Milão, e exibidos no site do jornal local “Eco di Bergamo” mostraram uma longa fila de caminhões militares atravessando as estradas de madrugada e retirando caixões de um cemitério da cidade.

Um porta-voz do Exército confirmou nesta quinta-feira (19) que 15 caminhões e 50 soldados foram mobilizados para transferir corpos para províncias vizinhas. Mais cedo, autoridades de Bergamo haviam pedido ajuda com cremações por causa da sobrecarga em seu crematório.

A Itália teve o maior aumento diário de mortes do coronavírus já registrado na quarta-feira (18), quando o total aumentou em 475 e se aproximou de 3 mil. Houve mais de 300 mortes só na região da Lombardia — que inclui Bergamo, a província mais atingida com seus mais de 4 mil casos.

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