Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

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Mundo O Vaticano confirma um caso de coronavírus na residência onde vive o papa

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Pontífice não está com a doença e é testado frequentemente. (Foto: Reprodução)

O Vaticano anunciou neste sábado (17) que um morador da residência Santa Marta, onde também mora o Papa Francisco, foi diagnosticado com a covid-19 e colocado em isolamento. O homem, que não foi identificado, está assintomático e todos seus contatos também foram isolados.

Este não é o primeiro caso na residência que abriga cardeais e membros do clero em mais de 130 quartos e suítes. Em março, um outro morador teve resultado positivo para o coronavírus durante o auge da pandemia na Itália.

Segundo o Vaticano, Papa Francisco é testado regularmente para a covid e irá cumprir normalmente com sua agenda oficial neste sábado. O argentino teve parte do pulmão retirada por conta de uma infecção quando era mais jovem.

Francisco participou de três audiências privadas nesta manhã e recebeu um grupo de policiais italianos. Na semana passada, quatro membros da Guarda Suíça, a força de elite que protege o Papa, testaram positivo para a Covid.

Outros três moradores do Vaticano, que recentemente foram diagnosticados com o coronavírus, se recuperaram, segundo um comunicado publicado neste sábado. A Cidade do Vaticano é uma pequena cidade-estado no meio de Roma.

Segunda onda

Na última sexta-feira (16), a Itália registrou 10.010 novos casos por coronavírus em apenas 24 horas. Essa foi a maior contagem diária desde o início do surto no país e o recorde anterior havia sido na quinta-feira (15), quando o país contabilizou 8.804 novas infecções.

O Ministério da Saúde italiano também relatou 55 mortes relacionadas ao coronavírus, contra 83 no dia anterior. O número é bem menor que os registrados no auge da pandemia na Itália (março e abril), quando um pico diário de mais de 900 mortes foi alcançado.

A Itália foi o primeiro país da Europa a ser atingido pela covid-19 e tem o segundo maior número de mortos no continente depois da Grã-Bretanha – 36.427 mortes, de acordo com dados oficiais.

O governo italiano impôs, no começo da semana que passou, novas restrições a reuniões, restaurantes, esportes e atividades escolares em uma tentativa de diminuir o aumento de infecções.

Vacina

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, anunciou hoje que o país iniciará a campanha de vacinação contra a covid-19 a partir de janeiro de 2021. “As primeiras doses da vacina vão chegar à Itália no final do ano. E, a partir de janeiro, vamos começar a vacinar”, afirmou o chanceler durante a gravação do programa de TV “Acordo e Desacordos”.

Di Maio explicou que o governo italiano assinou um acordo com vários países europeus que prevê 250 milhões de doses de vacina contra a covid-19. ‘Vamos poder respirar e será um sinal de confiança também para os mercados mundiais”, acrescentou. Na semana passada, o ministro italiano já havia anunciado que as primeiras doses do imunizante criado pela Universidade de Oxford chegarão ao país até o final do ano.

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