Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2021

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Rio Grande do Sul Ocupação média de 80% das UTIs em hospitais públicos e particulares preocupa as autoridades gaúchas

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Hospitais de Cruz Alta e Osório serão os primeiros, já nesta quarta-feira. (Foto: EBC)

Não são apenas os contingentes de infectados e de mortos pelo coronavírus que preocupam as autoridades do Rio Grande do Sul. Uma das principais referências utilizadas para dimensionar a gravidade da situação epidemiológica, o índice de ocupação de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em hospitais públicos ou particulares chegou nesta sexta-feira (4) ao seu quarto dia seguido em um patamar médio acima de 80%.

No final da tarde, a SES (Secretaria Estadual da Saúde) contabilizava 823 pacientes de Covid em atendimento nesse tipo de estrutura de tratamento, 16 a mais que o registrado na terça-feira (1º de dezembro), maior número verificado até então. Isso, sem contar outras 187 pessoas com suspeita de contágio, aguardando confirmação, o que soma 10.010 indivíduos – quase a metade do total de 2.032 leitos de UTI disponíveis.

A situação é ainda mais preocupante em âmbito privado, já que apenas dois dos 665 leitos de tratamento intensivo em hospitais particulares estavam liberados. Essa proporção representa um índice extremamente reduzido de disponibilidade, de 0,3%.

Bandeiras vermelhas

O problema foi mencionado pelo governo gaúcho, na tarde desta sexta-feira, ao divulgar o novo mapa provisório do sistema de distanciamento controlado, que prevê a ampliação de 19 para 20 (de um total de 21) no número de “Regiões-Covid” do Rio Grande do Sul sob bandeira vermelha, que indica alto risco epidemiológico para coronavírus. Prefeituras e entidades locais podem recorrer.

A equipe que monitora os indicadores do modelo chamou a atenção para a contínua redução de leitos livres de UTI para atender casos de Covid no Estado: Há duas semanas, havia 626 leitos desse tipo livres para pacientes contaminados pela Covid. Na semana passada eram 522 e, agora, o número caiu para 496.

“Já são duas semanas consecutivas que o indicador da Mudança da Capacidade de Atendimento, mensurada no Estado, apresenta taxas de variação negativa”, ressaltou o Comitê de Crise do Palácio Piratini, mencionando estes e outros dados que reforçam, de acordo com o Executivo estadual, os argumentos para as novas restrições de atividades, determinadas em decreto estadual na última terça-feira.

Para o total do Rio Grande do Sul, houve piora em todos os indicadores. Dentre as maiores variações estão o número de casos de coronavírus ativos (aumento de 20%), internados por Covid em leitos clínicos nos últimos sete dias (15%) e os óbitos nos últimos sete dias (29%).

As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações na semana, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (267), Caxias do Sul (162), Passo Fundo (111), Novo Hamburgo (92), Pelotas (76) e Canoas (73).

Contabilizando-se os pacientes internados por outras causas nesta semana, houve praticamente estabilidade no número de leitos de UTI ocupados. Com a manutenção do total de leitos e o aumento de 3% nos pacientes confirmados internados em UTI, houve nova redução da razão de leitos livres para cada ocupado por Covid-19, chegando ao menor nível desde o início do Distanciamento Controlado: 0,62.

O governo do Estado já anunciou que serão abertos mais 113 leitos nos próximos dias, totalizando 1.986 leitos de UTI para pacientes adultos no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) – uma aumento de 113% ao total antes da pandemia, que era de 933 unidades.

(Marcello Campos)

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