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Carlos Marun Ofensa!

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Nova Andradina é uma bela cidade do MS. Tem quase cinquenta mil habitantes e é em tudo menor que a nossa querida Porto Alegre. Opa! Em tudo não. Lá o salário do Prefeito é bem maior do que o do Prefeito da nossa Capital. E não é só o Prefeito. Lá o Vice-Prefeito, os Secretários, os Vereadores recebem salários bem maiores do que os seus pares porto-alegrenses.

Isto é fato raro? Não! Os que administram Porto Alegre recebem salários bastante inferiores aos salários da quase totalidade dos seus pares nas cidades com mais de 50.000 habitantes do nosso país. E de boa parte dos administradores das cidades onde a população não atingiu esta marca. Considero isto uma ofensa à Porto Alegre.

Nasci no Hospital Moinhos de Vento. Estudei no João XXIII, no Colégio Militar e na UFRGS. Formado em engenharia mudei-me para o Mato Grosso do Sul. Lá ingressei na política. Já fui vereador, deputado estadual, federal e cheguei a ser ministro. Dentro de uma razoabilidade, sempre votei a favor de aumentos nos salários, inclusive dos meus. E nunca perdi votos por isto. Por quê? Porque sempre considerei que recebia até pouco para a responsabilidade dos cargos que exerci e para a competência com que o fiz. Hipócritas eram os que votavam contra mas depois recebiam o salário aumentado contra seu voto…

Há tempos venho acompanhando a celeuma em torno do aumento do salário do Prefeito de Porto Alegre, onde Sebastião Melo vem administrando com brilhantismo uma capital com mais de 1.3 milhões de habitantes, a 11ª entre as cidades mais populosas do Brasil. Assisti triste e constrangido ao final do ano passado nossa Câmara de Vereadores recusar por um voto um aumento no salário do Prefeito. E o pior é que isto limita os salários de todos os servidores municipais de Porto Alegre, já que por disposição constitucional o salário do Prefeito deve ser o maior em um município. São várias carreiras que estão tendo seus rendimentos achatados em função de disputas políticas mesquinhas que envolvem até a incoerência. Gente do PT aplaude o aumento salarial de Lula, mas vota contra um aumento aqui. Gente do PSDB aplaude o aumento salarial de Leite, mas vota contra um aumento aqui. E alguns outros que por receio de se verem “acusados” pela população se mantém contrários à necessidade óbvia de remunerarmos de forma digna e atrativa aqueles que gerem os destinos da nossa cidade.

Algumas destas carreiras estão inclusive arrazoadamente reagindo no Judiciário contra este achatamento salarial. Gente que foi aprovada em concursos e que nada tem a ver com as disputas políticas que envolvem a questão. Falando em concursos, no último para Auditor em Porto Alegre somente um dos dez primeiros colocados aprovados aceitou assumir a função. Outros foram buscar melhores oportunidades com remuneração mais compatível. É isto que queremos para a nossa capital? Ter um quadro de servidores públicos estatutários composto por gente que só ali está porque não conseguiu nada melhor?

O Prefeito Melo, corretamente, diz que esta é uma questão para a Câmara resolver. Inclusive este aumento, se aprovado, não valerá para este mandato. Porém, certamente está sentindo na pele a dificuldade que é montar uma equipe capaz de gerir uma cidade do tamanho de Porto Alegre com R$ 10 bilhões de orçamento oferecendo baixos salários a seus possíveis auxiliares.

É um grave erro pensarmos que achatando salários produziremos economia. É exigindo competência que chegaremos a eficiência que deve ser o resultado buscado em uma administração. Me parece que está assunto voltará a ser discutido na Câmara nesta semana. Espero que os vereadores corrijam o erro anterior. Falam em um salário de R$ 35.000,00 para o Prefeito a partir de 2025. É pouco, mas é menos trágico. Nosso Prefeito continuará tendo vencimentos inferiores ao do Prefeito de Nova Andradina, mas pelo menos estaremos “comendo poeira” ao alcance do seu retrovisor.

 

 

Carlos Marun, ex-ministro da Casa Civil

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Jorge Souza
12 de julho de 2023 16:48

NÃO PODIA ESPERAR NADA DE QUEM DEFENDEU, GEDEL VIEIRA COM 51 MILHÕES EM DINHEIRO VIVO EM VÁRIAS MALAS, E RODRIGO ROCHA LOURES SAINDO DE UMA PIZZARIA COM 500 MIL NUMA MALA, PROVENIENTES DE PROPINA

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