Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 5 de fevereiro de 2016
O Grupo de Trabalho da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Detenções Arbitrárias considerou que a detenção do fundador do site Wikileaks, Julian Assange, é arbitrária, segundo comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira (05). Assange, que está refugiado desde meados de 2012 na embaixada do Equador em Londres (Inglaterra), apresentou seu caso a esse órgão da ONU em 2014. Na véspera, a rede britânica BBC havia antecipado a “decisão favorável” a Assange.
Um comunicado oficial da Procuradoria sueca afirma que a decisão do grupo da ONU não tem efeito sobre a investigação em curso na Suécia. Ele é investigado no país por suspeita de estupro em 2010 e se refugiou na embaixada em Londres para evitar a extradição. A avaliação da ONU sobre a ação movida por Assange contra o Reino Unido e a Suécia será divulgada oficialmente nesta sexta-feira. Mais cedo, o australiano afirmou que, se organização considerasse que a ordem de detenção contra ele não era arbitrária, ele aceitaria ser detido pela polícia britânica. Caso contrário, ele gostaria de ter seu passaporte de volta.
O australiano, de 44 anos, completou no dia 19 de junho do ano passado três anos refugiado na embaixada equatoriana em Londres. Assange fundou o WikiLeaks em 2006, e suas atividades, incluindo a divulgação de 500 mil arquivos militares secretos sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque e 250 mil correspondências diplomáticas, enfureceram os Estados Unidos. Principal fonte dos vazamentos, o soldado do Exército norte-americano Chelsea Manning foi condenado a 35 anos de prisão por violações da Lei de Espionagem. (AG)
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