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Mundo ONU questiona Venezuela por atribuir problemas a “guerra econômica”

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Chefe da comitiva venezuelana, Ricardo Menéndez. (Foto: Reprodução)

O Comitê da ONU sobre Direitos Humanos, Sociais e Culturais contestou o governo da Venezuela por atribuir todos os graves problemas internos do país a uma suposta “guerra econômica”.

O questionamento ocorreu nessa quarta-feira, na sede do comitê, em Genebra, durante revisão à qual países membros da ONU são submetidos a cada cinco anos.

“Quando há avanços, se devem à revolução [iniciada pelo então presidente esquerdista Hugo Chávez em 1999], mas quando há problemas vocês culpam [uma] guerra econômica”, disse um dos membros do comitê. Outros integrantes cobraram de Caracas que explicasse em que consiste o suposto conflito.

O chefe da comitiva venezuelana, Ricardo Menéndez, que é vice-presidente e ministro do Planejamento, absteve-se de citar nominalmente países ou indivíduos, segundo a agência Efe.

Ele argumentou, porém, que a “guerra econômica” se reflete nas manobras geopolíticas para derrubar o preço do petróleo, maior fonte de arrecadação da Venezuela.

A Venezuela acusa seus adversários de querer minar o socialismo.

Menéndez insistiu em que o presidente Nicolás Maduro manteve altos investimentos em programas sociais, apesar da adversidade.

Mas economistas atribuem a crise na Venezuela a políticas que incluem controle de câmbio e de preços e ataques a empresas privadas, entre outros.

A maioria dos venezuelanos sofre com falta de produtos básicos, como alimentos e remédios, e com uma inflação de quase três dígitos.

O comitê também questionou Caracas pelas carências no sistema de saúde, pela falta de reação diante dos altos índices de gravidez adolescente e pela falta de independência do Judiciário.

Direitos humanos

Paralelamente, o Alto Comissariado para Direitos Humanos da ONU cobrou da Venezuela que garanta assistência médica a opositores presos em greve de fome pelo fato de o governo não ter anunciado até agora a data da eleição parlamentar deste ano.

O órgão exigiu que o país respeite a liberdade política e de imprensa. (Samy Adghirni/Folhapress)

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