Quinta-feira, 30 de abril de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Polícia Operação Arca do Tesouro combate fraudes praticadas por servidores da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul

Compartilhe esta notícia:

Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Alegre

Foto: Leandro Reis/Polícia Civil
Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Alegre. (Foto: Leandro Reis/Polícia Civil)

A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (03), a Operação Arca do Tesouro com o objetivo de reprimir os crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistemas de informação e associação criminosa praticados por servidores da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e ordens judiciais de indisponibilidade de bens e contas bancárias. Os policiais apreenderam cerca de R$ 10 mil, uma arma, drogas, celulares, notebooks, computadores e documentos, entre outros objetos. Uma pessoa foi presa em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

De acordo com as investigações, servidores públicos que atuam na secretaria sacavam licenças-prêmio não reclamadas pelas famílias de colegas mortos. Os desvios totalizam pelo menos R$ 2 milhões. As fraudes foram detectadas pela própria pasta e comunicadas à Polícia Civil.

A Secretaria da Fazenda divulgou uma nota sobre o caso. Confira na íntegra:

“Desde o início desta gestão, o Tesouro implementa um plano de modernização de processos de trabalho a fim de automatizar diversas rotinas manuais, com o intuito de mitigar riscos e prevenir falhas nos procedimentos operacionais. Em fevereiro deste ano, houve a automatização do cálculo e lançamento de indenizações de licenças-prêmio em folha de pagamento. Então, a partir da análise de consistência da folha mensal, foram identificados lançamentos inconsistentes no pagamento de indenizações de licenças-prêmio para falecidos do Poder Executivo. A partir da constatação dos problemas identificados por parte da própria gestão da Divisão responsável, foram excluídos os lançamentos suspeitos no valor de R$ 126 mil. Ainda em fevereiro, a gestão do Tesouro abriu sindicância interna para aprofundar o caso e se descobriu o pagamento indevido de cerca de 50 processos que somaram cerca de R$ 2 milhões de prejuízo aos cofres públicos. A apuração confirmou que o grupo fraudava documentos e processos desde 2019, início dos pagamentos indevidos. Desde então, todas as medidas necessárias foram tomadas, como a abertura de processo administrativo, o imediato afastamento dos agentes públicos envolvidos, o bloqueio dos pagamentos e o rastreamento das irregularidades para apurar novos casos. Após a conclusão do relatório de sindicância, foi dado ciência para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), assim como a entrega de documentos comprobatórios para a Polícia Civil e ao Ministério Público (MP) para a apuração dos crimes. O Tesouro do Estado também já abriu processo para o ressarcimento dos valores pagos. O órgão vem trabalhando em conjunto com a PC e MP, prestando os devidos esclarecimentos e auxiliando no entendimento das inconformidades encontradas.”

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Polícia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Ministério Público denuncia estudantes de medicina de Porto Alegre que burlaram sistema de vacinação
Rodoviários da Carris realizam novo protesto contra a privatização da empresa e a extinção de cobradores
Pode te interessar