Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2016
A força-tarefa de procuradores da Operação Lava-Jato começa 2016 com a perspectiva de durar pelo menos mais três anos e a meta de responsabilizar partidos cujos integrantes atuaram no esquema de corrupção na Petrobras. A área de comunicação da Petrobras e subsidiárias da estatal do petróleo também devem receber atenção especial.
Os procuradores avaliam que em quase dois anos de Lava-Jato foi acumulado um “estoque” de indícios de crimes que levarão a “inúmeras operações” nos próximos meses. No primeiro trimestre, deve sair as primeiras ações criminais sobre crime de formação de cartel pelas empresas envolvidas.
Neste ano, a força-tarefa em Curitiba (PR) buscará parcerias com as procuradorias nos Estados que eventualmente receberem desmembramentos da Lava-Jato. O STF (Supremo Tribunal Federal) definiu que só apurações com provas diretamente conectadas à Petrobras devem permanecer na 13 Vara Federal no Paraná, que tem o juiz Sergio Moro como titular.
Nos próximos meses, o grupo de procuradores pode ter pelo menos três substituições. A equipe que atua nos casos das pessoas que não ocupam cargos no Legislativo realizou na semana passada uma reunião para discutir os rumos da Lava-Jato em 2016.
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