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Esporte Operação Oikos investiga supostas manipulações de partidas de futebol

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Escândalos chegaram à Série A da Liga da Itália

Foto: Reprodução
(Foto: Reprodução)

Na última década, grandes escândalos foram revelados por denúncias de fraudes, corrupção e alteração de dados de membros e diretores de diferentes clubes e organismos do futebol mundial.

Agora, esses escândalos chegaram à Série A da Liga da Itália, que atualmente realiza uma investigação por supostos resultados manipulados desde 2018. Após interrogatórios, a Procuradoria Antimafia Italiana começou a descobrir conexões que evidenciaram o envolvimento da Série A da Liga.

A notícia divulgada pelas autoridades e pelo próprio Ministério do Interior causou alvoroço no ambiente do futebol, por se tratar de uma das ligas mais importantes da Europa, causando surpresa a suspeita sobre a veracidade dos jogos.

Investigações na Série A

A segunda fase da Operação Oikos, da Polícia Nacional, estendeu as investigações à Itália e prevê uma apuração exaustiva à Liga Italiana diante das suspeitas de irregularidades e das manipulações nos resultados dos jogos de futebol.

Não é a primeira vez que este tipo de investigação é realizado. Na Espanha, aconteceu um caso semelhante com a primeira, segunda e terceira divisões de algumas categorias. Em novembro do ano passado, 14 pessoas foram detidas por supostas interferências na manipulação de partidas.

Segundo fontes oficiais, a investigação, da qual participa a Europol, aponta como principal suspeito um italiano que viajava regularmente de Roma a Málaga para praticar ações ilegais no futebol.

Os resultados do relatório revelaram que o indivíduo administrava um salão de jogos em Tívoli, na Itália, uma sala de apostas ilegais, na qual atletas famosos forjavam apostas clandestinas, manipulavam números e obtinham significativas quantidades em dinheiro.

A investigação iniciada na Espanha levou à detenção dos ex-jogadores do Real Madrid Carlos Aranda e Raúl Bravo, principais suspeitos do crime. A Operação Oikos teve o cuidado de seguir os indícios das pessoas envolvidas na Europa e não poupou esforços para combater acontecimentos tão prejudiciais à prática esportiva. Em 2020, a expectativa é identificar demais criminosos, o modus operandi e os locais ou clubes onde se cometem esses atos ilícitos.

Outro suposto envolvido é o italiano Mattia Mariotti, que possui residência em um bairro de Málaga, e com relacionamento direto com Carlos Aranda. Segundo a polícia, Mariotti morava num local bem próximo à casa de apostas do ex-futebolista espanhol e era responsável pelo transporte de grandes somas de dinheiro de Málaga para Roma.

Supostas provas incriminatórias

As chamadas interceptadas pela polícia, em que os suspeitos identificados conversavam com seus comparsas, levaram à obtenção das principais provas das supostas manipulações na Itália.

As suspeitas se centraram no Clube Frosinone, num jogo realizado em 20 de abril. Dos áudios captados em 2 de abril foi possível concluir que Aranda ajudou Mariotti a organizar o encontro que determinou o placar de 1 a 0, resultado no qual o ex-jogador tinha apostado uma fortuna.

Se espera que nos próximos dias seja emitido um comunicado sobre os avanços nas investigações por parte da Procuradoria-Geral Italiana contra as supostas fraudes, e que se esclareçam acontecimentos ocorridos em vários jogos da Série A.

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