Terça-feira, 30 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de junho de 2025
A oposição na Câmara apresentou nessa terça-feira (24) uma representação contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para a investigação de possível ato de improbidade administrativa. O líder do grupo, deputado Zucco (PL-RS), também afirma ter acionado o Conselho de Ética da Câmara.
A congressista tem sido acusada por integrantes da oposição de supostamente pagar dois maquiadores com verba da Câmara. Ela nega as acusações e afirma que as duas pessoas são lotadas regularmente em seu gabinete.
Segundo o portal da Casa, Índy Cunha e Ronaldo Cesar Hass são contratados pelo gabinete da psolista como secretários parlamentares desde dezembro e maio de 2024, respectivamente. O salário de Índy é de cerca de R$ 2 mil, enquanto o de Hass alcança a casa dos R$ 9 mil, em valores brutos.
A representação enviada à PGR é assinada por Zucco (PL-RS) e pelo vice-líder da oposição Paulo Bilynskyj (PL-SP). No documento, os parlamentares pedem uma investigação para apurar a “eventual prática de atos de improbidade administrativa e dano ao erário” por parte de Erika Hilton e dos servidores comissionados.
Também pedem a adoção das “providências judiciais cabíveis” e o envio do caso ao Tribunal de Contas da União (TCU) para a apuração do uso indevido de recursos públicos.
“A utilização de cargo público para prestação de serviços particulares — como maquiagem e produção de imagem pessoal — representa afronta direta à legalidade administrativa e à moralidade no trato da coisa pública”, afirma a representação.
Deputada nega
As acusações da oposição se intensificaram após a repercussão de publicações no Instagram de Índy Cunha e Ronaldo Cesar Hass sobre as produções de maquiagem para Erika Hilton. A deputada negou as acusações de possíveis irregularidades.
“O que eu tenho são dois secretários parlamentares que, todos os dias, estão comigo e me assessoram em comissões e audiências, ajudam a fazer relatórios, preparam meus briefings, dialogam diretamente com a população e prestam um serviço incrível me acompanhando nas minhas agendas em São Paulo, em Brasília, nos interiores e no exterior”, escreveu em publicação nas redes sociais.
Ela confirma ter conhecido os dois secretários como maquiadores, mas disse que reconheceu e identificou “outros talentos”.
“Quando podem, fazem minha maquiagem e eu os credito por isso. Mas se não fizessem, continuariam sendo meus secretários parlamentares”, acrescentou.
De acordo com a Câmara dos Deputados, cada parlamentar pode contratar de cinco a 25 secretários parlamentares para prestar serviços de secretaria, assistência e assessoramento direto e exclusivo nos gabinetes, em Brasília ou nos estados. O gabinete de Hilton na capital federal tem 14 pessoas.
Cada deputado tem disponível verba mensal de R$ 133.170,54 para as despesas do seu gabinete com pagamento de salários dos secretários parlamentares e funcionários que não precisam ser servidores públicos e são escolhidos diretamente pelo deputado.
Após a repercussão, parlamentares de oposição criticaram a deputada. Além acionar a PGR, Zucco afirma ter também enviado uma representação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara.
“O Congresso não pode se omitir diante do uso da máquina pública para fins particulares. Todo agente político deve responder com transparência e rigor diante de denúncias como esta. A população brasileira exige respeito com o dinheiro público e a devida responsabilização de quem o utiliza de forma indevida”, disse em nota.
Para Hilton, a reação da oposição é um sintoma de “uma perseguição, de uma tentativa de desmonte generalizado”. (Com informações da CNN Brasil)
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A farra da Praça dos Três Poderes não tem limites, até a extrema esquerda tem seus caprichos com o dinheiro público…
Esse é o Brasil de Brasília!
O Problema já começou quando os burros da extrema esquerda elegeram essa fake news. Engraçado os argumentos desses CORRUPTOS, quando são pegos no flagrante é sempre perseguição. No cú dos outros é refresco, se bem que nesse caso o ditado não serve, se é que me entendem…
Essa é outra(o) que é fezes puríssima.
Em um país onde o supremo bebe vinhos importados e come lagostas do dinheiro público, o que não podem aqueles que estão na cúpula do poder?