Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de janeiro de 2020
Oprah Winfrey, 65, se manifestou sobre o boato de que teria aconselhado Meghan Markle, 38, e o príncipe Harry, 35, em sua decisão de se afastarem dos papéis de membros da família real.
“Meghan e Harry não precisam da minha ajuda para descobrir o que é melhor para eles”, disse Winfrey à revista People. “Eu me preocupo com os dois e apoio quaisquer decisões que eles tomem para sua família.”
Na última quinta-feira (9), o portal Page Six publicou um relatório afirmando que a apresentadora foi uma das primeiras pessoas para quem Meghan e Harry pediram conselhos sobre “libertar-se”. O relatório afirmava que Winfrey incentivou o casal a se mudar para a América e criar sua própria marca.
Amigos do casal, como George e Amal Clooney, também teriam dado conselhos. No entanto, questionado, um representante dos Clooneys não respondeu ao pedido de comentário da People.
O neto da rainha Elizabeth e a sua mulher anunciaram na quarta-feira (8) que querem “se afastar do papel de membros seniores da família real” britânica e trabalhar para conquistar a própria independência financeira.
Em uma publicação no seu canal oficial no Instagram, o duque e a duquesa de Sussex escreveram que tomaram a decisão após “muitos meses de reflexão e discussões internas”.
O texto afirma que os dois planejam dividir o tempo entre o Reino Unido e a América do Norte e que continuarão a honrar seu compromisso com a rainha.
“Esse equilíbrio geográfico vai nos permitir criar nosso filho com apreço pela tradição real em que ele nasceu ao mesmo tempo em que dá à nossa família o espaço para focar esse próximo capítulo.”
Prejuízo ao Reino Unido
Muitos agora se questionam quais serão as perdas para o Reino Unido, a monarquia e os empresários com essa mudança. “É difícil dizer, pois ninguém até agora sabe realmente os termos exatos do ‘Megexit’”, disse David Haigh, chefe executivo da Brand Finance, empresa de gerenciamento de marcas. A companhia calculou que o casamento de Harry e Meghan gerou 1 bilhão de libras para a economia britânica em 2018, incluindo 300 milhões de libras em viagens e hospedagens de turistas estrangeiros, e 50 milhões de libras com produtos como moedas, chaveiros, canecas e roupas.
Nos meses após o casamento, o patrocínio do casal continuou trazendo grandes rendimentos, especialmente para empresas britânicas como Marks & Spencer e John Lewis, e por meio de projetos beneficentes como o de roupas para o trabalho criado por Meghan em colaboração com a ONG Smartworks.
Ainda não está claro quais funções os duques de Sussex pretendem abandonar e o que isso influenciará na questão da economia britânica. Mas o Palácio de Buckingham informou que Harry e Meghan pretendem continuar envolvidos com as atividades da Commonwealth (Comunidade dos Estados Britânicos), os patrocínios e o apoio à rainha Elizabeth.
A monarca, que não havia sido consultada sobre a intenção do casal, ficou furiosa com a decisão e pediu a sua equipe de assessores, assim como às do príncipe Charles e do príncipe William, que trabalhem “em ritmo constante para encontrar soluções viáveis” para o caso. Meghan deixou Londres e retornou ao Canadá, onde haviam passado o Natal e o ano-novo, deixando para Harry resolver o problema com os membros de sua família.
Segundo o jornal Telegraph, fontes da casa real expressaram dúvidas sobre a viabilidade de o casal abandonar as obrigações reais, mantendo títulos nobres, os 95% de subsídio financeiro do príncipe Charles e a casa recém-reformada nos terrenos do Castelo de Windsor.
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