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Por Redação O Sul | 13 de julho de 2024
A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta para a ameaça representada pela varíola dos macacos e expressou preocupação com um surto epidêmico de uma nova cepa mais mortal na República Democrática do Congo. O órgão internacional declarou ter recebido relatos de casos provenientes de 26 países no último mês.
“O mpox continua sendo uma ameaça à saúde global”, declarou em uma coletiva de imprensa o diretor da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
A África do Sul registrou recentemente 20 casos, três deles mortais, “os primeiros casos no país desde 2022″. Nenhum dos pacientes havia viajado para o exterior, “o que sugere que os casos confirmados representam uma pequena porcentagem de todos os casos e que está ocorrendo uma transmissão comunitária”, ressaltou.
A situação na República Democrática do Congo, onde uma nova cepa do vírus se espalha desde setembro, é especialmente alarmante. Esta epidemia “não mostra sinais de desaceleração”, acrescentou Tedros. No total, foram registrados 11 mil casos, 445 deles mortais, sendo as crianças as mais afetadas.
Em maio de 2022, surtos de mpox começaram a ser registrados em todo o mundo, fora da dezena de países da África central e ocidental onde a doença é endêmica há muito tempo.
O diretor-geral da OMS declarou emergência de saúde pública de alcance internacional por essa epidemia em julho daquele ano e encerrou o estado de alerta em maio de 2023, embora continue recomendando vigilância.
Desde setembro passado, uma nova cepa ainda mais mortal se espalha na República Democrática do Congo, denominada clado Ib e transmitida por contato sexual.
Sobre a doença
A mpox é zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, pessoas infectadas pelo vírus e materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.
De acordo com o Ministério da Saúde, o intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas (período de incubação) varia de três a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Depois que as crostas na pele desaparecem, a pessoa infectada deixa de transmitir o vírus. As erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas podem aparecer antes.
As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas que secam e caem. O número de lesões em uma pessoa pode variar de algumas a milhares. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e na planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, nos olhos, nos órgãos genitais e no ânus.