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Mundo Organização Mundial da Saúde e Fifa fazem campanha contra a violência doméstica durante a pandemia de coronavírus

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Quase um terço das mulheres de todo o mundo são vítimas de violência física ou abusos sexuais por parte de seus parceiros ou outras pessoas

Foto: EBC
Quase um terço das mulheres de todo o mundo são vítimas de violência física ou abusos sexuais por parte de seus parceiros ou outras pessoas. (Foto: EBC)

A Fifa anunciou nesta terça-feira (26) que se uniu à OMS (Organização Mundial da Saúde) e à Comissão Europeia em uma campanha para ajudar mulheres e crianças vitimadas pela violência doméstica em meio a um aumento de casos resultante das medidas rígidas de confinamento provocadas pela pandemia de coronavírus.

Quase um terço das mulheres de todo o mundo são vítimas de violência física ou abusos sexuais por parte de seus parceiros ou outras pessoas, e cerca de 1 bilhão de crianças de idades entre dois e 17 anos (a metade dos menores do mundo) sofre violência física, sexual ou abandono todos os anos, de acordo com dados da OMS.

Na América Latina e no Caribe, 58% das crianças sofrem abusos sexuais, físicos ou emocionais, e 30% das mulheres já sofreram violência por parte de seu companheiro afetivo em algum momento da vida. “Da mesma maneira que não se tolera o abuso físico, sexual ou psicológico no esporte, tampouco se deve tolerar em casa”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em um comunicado.

“[Devido ao] isolamento a que estão submetidas muitas pessoas por causa da Covid-19, o risco de sofrer violência doméstica aumentou tragicamente”, acrescentou. As medidas de distanciamento social impostas em muitos países dificultam para mulheres e crianças se refugiarem com familiares, amigos ou agentes de saúde, algo que era mais viável antes da pandemia, de acordo com a OMS, que também é parte da campanha #SafeHome.

“Pedimos à comunidade do futebol que se conscientize desta situação intolerável, que afeta especialmente as mulheres e as crianças em seus lares, um lugar em que deveriam se sentir seguros e felizes”, disse por sua parte o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

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