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Porto Alegre Orquestra Sinfônica de Porto Alegre começa temporada de música erudita nas noites de quinta-feira

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Espetáculo terá participações especiais de maestro russo e violoncelista brasileira. (Foto: Vitória Proença/Arquivo Ospa)

Expandido uma programação regular e elogiada de espetáculos aos sábados e domingos, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) inaugura às 20h desta quinta-feira (20) mais uma série de concertos eruditos: a “Quinta Clássica”, com a primeira de quatro apresentações noturnas nesse dia da semana.

O evento é realizado na sede da instituição, junto ao Centro Administrativo do Estado – avenida Borges de Medeiros nº 1.501 (bairro Praia de Belas). Informações sobre ingressos e outros detalhes podem ser conferidos no sitre ospa.org.br.

Como o indica o próprio título, o repertório do projeto é dedicado principalmente aos compositores do período clássico (1730-1820), marcado pela elegância e que teve expoentes como Mozart, Beethoven e Haydn. Para a o concerto inicial, o repertório abrange peças do austríaco Johann Nepomuk Hummel (1778-1837) e do sueco Franz Berwald (1796-1868).

Primeira parte

O espetáculo começa com “Concerto para Trompete em Mi Bemol Maior”, de Hummel. Escrita em 1804, a obra homenageia mestres do classicismo, citando Mozart e Cherubini, além de ter sido dedicada ao mais celebrado trompetista da época, Anton Weidinger.

“Dentro dos concertos do período clássico para o trompete, é o mais grandioso, tanto de beleza quanto do aspecto técnico de virtuosidade”, explica o instrumentista convidado Diogo Gomes, 31 anos e que atuará como solista. Sua trajetória inclui os segmentos erudito e popular – ele é trompetista e arranjador do músico baiano Gilberto Gil.

I. Allegro con spirito.
II. Andante.
III. Rondó: Allegro.

Segunda parte

Depois a Ospa executa “Sinfonia n° 3 em Dó Maior”, de Franz Berwald (1796 – 1868), considerado o principal compositor escandinavo no início do período romântico. Sua terceira sinfonia, foi escrita em 1845 e estreada somente em 1904, décadas após a morte do compositor, mas a tempo de influenciar outros grandes nomes da região, como Jean Sibelius e Carl Nielsen.

O também renomado maestro Mateus Araujo explica que a peça oferece uma experiência clássica, romântica e moderna ao mesmo tempo: “Eu pude reger esta sinfonia em 2000 no Festival de Aspen [Suíla] e fico feliz que continua sendo gravada e apresentada pelas maiores orquestras nestas duas últimas décadas. Trata-se de uma peça exigente para a orquestra e que agora é apresentada pela primeira vez aos gaúchos.”
I. Allegro fuocoso.
II. Adagio – Scherzo – Adagio.
III. Finale: Presto.

(Marcello Campos)

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