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Mundo Os atores Matt Damon e Russell Crowe são acusados de abafar o caso de escândalo sexual do influente produtor americano Harvey Weinsten

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Damon (E) e Crowe (D) teriam protegido o produtor (C). (Foto: Reprodução)

Os atores Matt Damon e Russell Crowe teriam ajudado a abafar o escândalo de assédio envolvendo o produtor Harvey Weinstein. A informação foi revelada pela jornalista Sharon Waxman, uma das fundadoras do site The Wrap, em um texto na qual afirma que trabalhava em uma matéria sobre os crimes cometidos por Weinstein em 2004 quando recebeu telefonemas dos dois astros saindo em defesa do executivo e pedindo que ela interrompesse suas apurações.

Sharon Waxman contou que na época trabalhava no jornal New York Times e viu sua matéria ser interrompida após a intromissão dos dois atores. Quase 13 anos depois, o mesmo jornal publicou uma longa matéria expondo os crimes de Weinstein que levou o empresário a ser demitido de sua própria produtora. Irritada com a revelação sobre as ligações de Damon e Crowe,  a atriz Rose McGowan, uma das vítimas de Weinstein, utilizou sua conta no Twitter para questionar a postura dos dois atores.

“Ei, Matt Damon, como é ser um aproveitador que fica em silêncio?”, questionou McGowan. “Ben Affleck e Casey Affleck, como está a manhã de vocês?”, perguntou a atriz em outro tuíte. De Crowe, Weinstein produziu filmes como “Mestre dos Mares – O Lado Mais Distante do Mundo“ (2003), “O Talentoso Ripley“ (1999) e “Gênio Indomável“ (1997) – que deu o Oscar de Melhor Roteiro Original de 1998 para Damon e Ben Affleck.

Demissão

O conselho de administração da empresa de cinema Weinstein decidiu retirar o produtor da companhia, deixando o controle do estúdio nas mãos do seu irmão, Bob Weinstein, e do diretor de operações David Glasser, de acordo com um comunicado divulgado no domingo.

“Face ao surgimento, nos últimos dias, de novas informações relativas à má conduta de Harvey Weinstein, os diretores da The Weinstein Company – Robert Weinstein, Lance Maerov, Richard Koenigsberg e Tarak Ben Ammar – decidiram rescindir com Harvey Weinstein”, indicou a mesma nota, acrescentando que a decisão foi entretanto comunicada ao visado e produz efeitos imediatos.

A carreira de Weinstein foi abalada por um devastador artigo do jornal The New York Times segundo o qual o produtor alcançou, durante décadas, uma série de acordos extrajudiciais para pôr termo a denúncias de assédio sexual apresentadas por antigas funcionárias e colaboradoras.

Entre elas figuram acusações de abusos sexuais por parte da atriz Ashley Judd, conhecida pelo filme “Frida” ou pela saga “Divergente”.

As acusações remontam à década de 1990, altura em que Weinstein estava à frente da produtora Miramax, um estúdio de cinema independente que era propriedade do gigante cinematográfico Walt Disney Co.

Em 5 de outubro, o New York Times publicou uma investigação, baseada em dezenas de testemunhos de antigos e atuais funcionários da empresa que facultaram detalhes sobre o comportamento do produtor.

Segundo o jornal nova-iorquino, Weinstein chegou a acordos extrajudiciais com pelo menos oito mulheres para resolver acusações de assédio sexual.

Num comunicado enviado ao jornal, o produtor admitiu que a forma como se comportou no passado com companheiras de trabalho provocou muitos danos, pelo que pediu perdão e uma segunda oportunidade.

“Apesar de estar a tentar melhorar, sei que tenho um longo caminho a percorrer”, reconheceu no mesmo comunicado Weinstein, garantindo que tenta corrigir a sua forma de atuar há dez anos com recurso a terapia.

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