Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de junho de 2017
Os Correios lançaram um serviço para facilitar as entregas em condomínios sem portaria. Trata-se de uma “caixa inteligente”, que devem ser instaladas pelos condomínios. O presidente dos Correios, Guilherme Campos, afirmou que o projeto atende a uma demanda da população por mais alternativas de entrega. “É uma solução que ainda não existe no Brasil e os Correios estão implantando de forma inovadora, para garantir que nossos clientes recebam suas encomendas em casa, de forma simples e com maior comodidade”, disse.

Caixa de Correios para prédio sem porteiro precisará de senha de carteiros e de moradores (Foto: Divulgação)
Ele explicou que o serviço traz “tecnologia” para as tradicionais caixinhas de correio. Com novas caixas, o carteiro faz sua identificação no equipamento por meio de uma chave eletrônica e informa para qual apartamento é a encomenda. Ao chegar em casa o morador usa sua chave eletrônica para acessar a caixa e retirar a encomenda.
O serviço deve começar a funcionar em alguns bairros de São Paulo e Porto Alegre e na cidade de Curitiba. Os condomínios interessados terão que procurar um fornecedor credenciado pelos Correios para a instalação da caixa. O início do serviço depende da fabricação dos equipamentos pelos fornecedores interessados. Os Correios não souberam estimar o valor da caixa, já que ela será vendida pelos fornecedores cadastrados.
Prejuízos
Os Correios acumulam um prejuízo de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos. Para sair da crise, o presidente da empresa tenta uma reestruturação, que inclui o fechamento de agências deficitárias e um programa de demissão incentivada. O plano também prevê uma renovação dos serviços dos Correios.
Recentemente o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, afirmou que os Correios correm “contra o relógio” para evitar a privatização. Segundo Kassab, a estatal necessita de um profundo corte de gastos para não ser privatizada.
Em 2016, os Correios anunciaram um Programa de Demissão Incentivada e pretendia atingir a meta de 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa. Em abril deste ano, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, disse que a demissão de servidores concursados vem sendo estudada.
Segundo eles, os Correios não têm condições de continuar arcando com sua atual folha de pagamento.
Em meio à mais grave crise financeira de sua história, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos planeja também fechar cerca de 200 agências neste ano, sobretudo nos grandes centros urbanos.
Uma das ideias para reverter a crise é alterar o plano de saúde dos funcionários. Hoje a empresa paga 93% dos planos de funcionários, estendendo o benefício a cônjuges, filhos e pais. A intenção é pagar 100% do benefício, porém apenas para funcionários ativos e aposentados, excluindo parentes.
Do déficit de R$ 800 milhões dos quatro primeiros meses do ano, R$ 600 milhões foram referentes ao custo do plano de saúde dos funcionários. Do rombo de R$ 2 bilhões registrado em 2016, R$ 1,8 bilhão, segundo o presidente, foi consequência dessa cobertura estendida do plano de saúde. (AG)
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