Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 31 de março de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Como nunca, a corrupção de caráter sistêmico está sendo combatida pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Este é um lado.
O outro, conforme os indicadores da economia, revela que a recessão iniciada em 2015 se aprofunda. Basta citar dados divulgados ontem:
1) o emprego caiu pelo 13º mês consecutivo.
2) O Banco Central prevê a volta da inflação ao eixo de 4,5 por cento somente em 2018.
3) Outra projeção do Banco Central: a queda do Produto Interno Bruto este ano, que seria de 1,9 por cento, chegará a 3,5.
CONSEQUÊNCIAS
O Brasil flerta perigosamente com o colapso. À espera do desfecho da crise política, o País está quase parado e a Economia em declínio. Com isso, cai a arrecadação de impostos, prejudicando a prestação de serviços públicos. O custo da recessão é um desastre.
A crise política não pode se esgotar no embate entre grupos, tendo como objetivo se manter ou chegar ao poder.
Não é possível que o País que tem a 8ª maior economia do mundo ocupe a posição número 75 no ranking mundial de competitividade. Só não enxerga o abismo quem não quer.
TORNEIRA ABERTA
Chegaram ontem 60 milhões de reais às contas bancárias das 35 siglas registradas na Justiça Eleitoral. É a distribuição mensal do Fundo Partidário, dinheiro que sai do Tesouro Nacional. As 12 que mais receberam:
PT (7,9 milhões de reais); PSDB (6,7 milhões); PMDB (6,5 milhões); PP (3,9 milhões); PSB (3,8 milhões); PSD (3,6 milhões); PR (3,4 milhões); PRB (2,7 milhões); DEM (2,5 milhões); PTB (2,3 milhões); PDT (2 milhões) e PPS (1,1 milhão).
DESAPARECEU
O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, lembra o leão dos filmes da Metro Goldwyn Mayer, que rugiu nos primeiros segundos e não aparecia mais até o final. Ao assumir, disse que seria capaz de intervir numa instituição tão importante quanto a Polícia Federal. Está calado.
CONSAGRADO
A 2 de abril de 1946, Getúlio Vargas anunciou que exerceria mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Sul na Assembleia Nacional Constituinte. A legislação permitia a um mesmo candidato concorrer por vários estados e a mais de um cargo. Elegeu-se senador de São Paulo (pelo Partido Social Democrático) e do Rio Grande do Sul (pelo PTB), renunciando a ambos. Para a Câmara dos Deputados, obteve mandatos por sete estados: Paraná, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul.
RÁPIDAS
* Nas ruas, os interesses, a razão e as paixões.
* O conselho de Tancredo Neves está cada vez mais difícil de ser seguido: as ideias brigam, os homens não.
* O vice-presidente do BRDE, Odacir Klein, e o presidente da Cientec, Daiçon Maciel da Silva, formalizaram parceria para apoiar empreendimentos inovadores.
* O gaúcho Caio Rocha, do PMDB, deixa a Secretaria do Produtor Rural e Cooperativismo, do Ministério da Agricultura.
* Saída em tempos de vacas magras: a Prefeitura de Florianópolis pediu autorização da Câmara para a venda da dívida ativa. Exemplo que Porto Alegre deve seguir.
* Quem pagará os prejuízos dos quase 100 mil passageiros que ficaram sem ônibus na cidade ontem?
* Renan Calheiros torna-se o novo queridinho do governo, depois de dizer que a reunião do PMDB para deixar ministérios foi precipitada.
* Em Brasília, existem sempre os que estão a um grito do poder. É assim: chamou, chegou.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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