Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de outubro de 2020
A American Airlines anunciou recentemente que oferecerá a possibilidade de realização de exames para seus passageiros, juntando-se, no mercado dos Estados Unidos, a United Airlines, Hawaiian Airlines e JetBlue Airways na iniciativa pré-embarque.
O Aeroporto Internacional de Tampa também já disse que fará o mesmo. As opções, que variam da versão rápida, cujo resultado sai em questão de minutos, até as mais elaboradas, que precisam de alguns dias para ficar prontas, permitem ao viajante que tiver resultado negativo dispensar ou reduzir as restrições de quarentena em vários destinos.
A novidade chega num momento em que o número de pessoas voando, tanto nacional como internacionalmente, continua a bater recordes de baixa (recentemente, a Administração para Segurança dos Transportes fez a triagem de 568.688 passageiros; há um ano, na mesma data, foram 1.998.980). A intenção é tranquilizar aqueles que temem pela segurança de voar em plena pandemia.
“Nosso plano para a fase inicial de exames pré-embarque reflete a criatividade e o empenho que nossa equipe dedica à recuperação da confiança nas viagens aéreas. Para nós, é um passo importante na iniciativa de aceleração de uma eventual recuperação da demanda”, declarou o presidente da companhia, Robert Isom.
A princípio, a aérea realizará o exame nos passageiros com destino internacional, começando por cidadãos jamaicanos que saírem do Aeroporto Internacional de Miami e estiverem voltando para casa. Se o resultado for negativo, a quarentena de 14 dias atualmente em vigor fica automaticamente suspensa.
Além disso, a empresa está em via de começar a realizar exames em visitantes e residentes rumo às Bahamas e a outros países caribenhos. A partir de meados de outubro, oferecerá a realização do procedimento em casa, feito mediante videoconferência com um médico; pessoalmente, nas unidades de pronto atendimento da CareNow; e de forma rápida, no local, administrada pela CareNow no Aeroporto Internacional de Dallas Fort Worth para voos para o Havaí.
Não obrigatório, o exame tem um custo que varia de US$ 50 a US$ 250.
Tampa é o primeiro aeroporto dos EUA a oferecer a facilidade, que deve estar disponível para os passageiros que voarem com qualquer companhia. Os exames serão realizados por profissionais da BayCare, e o público terá a opção de fazer um PCR, com resultado em 48 horas, ou a versão rápida (antígeno), em 15 minutos. Antes da pandemia, Tampa era um dos mais movimentados do país, por onde passaram mais de 22 milhões de viajantes em 2019. Os passageiros que tiverem como provar que vão voar ou voaram no prazo de três dias podem fazer o exame do swab nasal por US$ 125 ou o do antígeno por US$ 57.
“Os exames mais rápidos e eficazes permitem uma reabertura mais ampla da economia de viagem, a recuperação mais rápida dos empregos perdidos e, consequentemente, a recontratação. E, mais importante ainda, um programa robusto permitirá ao país voltar a receber o visitante internacional, segmento que praticamente desapareceu desde o início da pandemia”, diz Tori Emerson Barnes, vice-presidente executiva de questões e políticas públicas da Associação Americana de Viagens.
Anunciado recentemente, o programa piloto da United para realização de exames nos passageiros que saem do Aeroporto Internacional de San Francisco rumo ao Havaí terá início em meados de outubro, quando o estado insular permitirá aos visitantes de fora, cujos exames tiverem resultado negativo e forem feitos até 72 horas da viagem, evitar a quarentena.
“Com esse novo programa, podemos ajudar nossos clientes a cumprir os requisitos de entrada de seu destino de forma segura e conveniente”, declarou Toby Enqvist, CCO da United, acrescentando que a companhia já pensa em expandi-lo a outros destinos e aeroportos dos EUA.
A JetBlue está oferecendo um teste caseiro de saliva, administrado por meio de um chat de vídeo com assistência de um supervisor da Vault Health para garantir que o cliente recolha a amostra corretamente. O exame da companhia é para aqueles que estiverem viajando para países que permitam entrada de quem exibir resultados negativos. O resultado sai em até 72 horas.
Aeroportos e companhias aéreas passaram a enfatizar os procedimentos reforçados de limpeza. Muitos exigem também o uso de máscara e o distanciamento social para fazer o viajante se sentir seguro e confiante ao realizar o voo.
A iniciativa chega meses depois do pedido feito por diversas associações comerciais e companhias ao governo para a criação de um programa federal de realização de exames e estipulação de obrigatoriedade do uso de máscara, o que não se concretizou. Por isso, as aéreas criaram políticas e sistemas próprios. O pedido se estendeu à União Europeia para estimular a volta às viagens.
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