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Mundo Os Estados Unidos têm recorde de mortes em 2020. A covid é a 3ª principal causa

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Boletim epidemiológico desta quinta-feira menciona 136 novos óbitos por covid. (Foto: EBC)

A pandemia de covid-19 empurrou o total de mortes nos Estados Unidos para mais de 3,3 milhões em 2020, o maior número já registrado de óbitos em um ano, informou o governo americano.

O coronavírus causou cerca de 345 mil mortes no ano passado e foi a terceira principal causa de óbitos, atrás apenas das doenças cardíacas (690 mil) e de todos os cânceres somados (598 mil), segundo relatório dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças do país (os CDCs).

As doenças cardíacas foram responsáveis por 20,5% das mortes no país em 2020, contra 17,8% dos óbitos por câncer e 10,3% da covid-19. Todas as outras causas somam 51,4%.

As outras principais causas de morte nos EUA em 2020 foram: lesão não intencional (4º), derrame cerebral/AVC (5º), doença respiratória inferior crônica (6º), Alzheimer (7º), diabetes (8º), gripe e pneumonia (9º) e doenças renais (10º).

O número de mortos costuma aumentar todos os anos nos EUA, mas cresceu muito no ano passado: 16% na comparação com 2019.

Foi o maior salto anual desde 1918, quando as mortes de soldados na Primeira Guerra Mundial e a pandemia de Gripe Espanhola fizeram o número de óbitos disparar 46% na comparação com 1917.

Os EUA são o país mais afetado pelo coronavírus, com mais de 550 mil vítimas e 30 milhões de casos confirmados até o momento (cerca de 20% de todos os óbitos e infectados do mundo).

Pior que o previsto

Dados preliminares divulgados em dezembro já sugeriam que 2020 seria um ano especialmente mortal, mas o novo relatório do CDC mostrou que a realidade foi ainda pior do que o previsto.

Os novos números ainda são considerados preliminares e se baseiam na análise das certidões de óbito. A análise leva geralmente 11 meses, mas o CDC acelerou o cronograma neste ano devido à “necessidade urgente de dados atualizados e de qualidade durante a pandemia”.

Em um relatório separado, o CDC respondeu às preocupações sobre mortes atribuídas incorretamente à covid-19 e disse que sua revisão confirma a precisão da contagem de mortes causadas pelo vírus no País.

Hispânicos

As taxas de mortalidade em 2020 foram mais altas entre negros, índios e nativos do Alasca, segundo o CDC, e a taxa de mortalidade de covid-19 foi mais alta entre os hispânicos.

“Infelizmente, com base no estado atual da pandemia, esses impactos permaneceram em 2021”, alerta Walensky. “Continuamos a ver que as comunidades de cor são responsáveis ​​por uma parte desproporcional dessas mortes”.

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