Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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Capa – Caderno 1 Os líderes europeus pediram às empresas digitais que garantam uma “proteção total da vida privada” dos cidadãos

O Facebook está no meio de uma enorme polêmica depois de ter sido revelado que uma empresa britânica de consultoria política usou os dados particulares de 50 milhões de usuários da popular rede social. (Foto: Reprodução)

Os líderes europeus pediram nesta quinta-feira às empresas digitais que garantam uma “proteção total da vida privada” dos cidadãos, em pleno escândalo sobre o uso para campanhas políticas de dados de milhões de usuários do Facebook.

 “As redes sociais e as plataformas digitais devem garantir práticas transparentes e uma proteção total da vida privada e dos dados pessoais dos cidadãos”, assinalaram os 28 países da União Europeia em uma declaração comum no primeiro dia de uma cúpula do Conselho Europeu em Bruxelas. “As legislações europeia e nacionais devem ser respeitadas.”

O Facebook está no meio de uma enorme polêmica depois de ter sido revelado que uma empresa britânica de consultoria política, a Cambridge Analytica, usou os dados particulares de 50 milhões de usuários da popular rede social – sem a autorização destes – para fins eleitorais.

Zuckerberg, a se explicar ante os eurodeputados, que querem realizar uma investigação sobre esta “violação inaceitável dos direitos à confidencialidade de dados”.

“Queremos saber se durante as eleições americanas e durante o referendo sobre o Brexit foram usados dados para influenciar na posição dos cidadãos”, disse Tajani nesta quinta-feira, em Bruxelas.

As autoridades encarregadas da proteção de dados nos países da UE ofereceram seu apoio na investigação aberta pela Comissão de Informação, órgão regulador do direito à informação no Reino Unido, sobre o caso da Cambridge Analytica.

A comissária europeia de Justiça, Vera Jourova, assinalou que o uso abusivo desses dados pessoais constitui uma “ameaça à democracia”. “Isso coloca em dúvida a liberdade das decisões eleitorais”, declarou ante a imprensa em seu retorno de uma viagem aos Estados Unidos.

No dia anterior, Jourava havia advertido que um escândalo similar ao protagonizado pelo Facebook poderia custar “muito caro” a partir de maio, quando entrará em vigor uma nova lei europeia de proteção de dados pessoais.

Quebrando o silêncio que mantinha desde o início da crise, a pior vivida por sua empresa, Zuckerberg se desculpou pelos erros cometidos por meio de um comunicado na quarta-feira.

“Tratou-se de um abuso de confiança muito importante e estou consternado”,  declarou à emissora CNN, acrescentando que estaria disposto a prestar depoimento no Congresso americano.

O “pai da internet” comenta o caso

O inventor da World Wide Web, Tim Berners-Lee, encorajou nessa quinta-feira o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, ao afirmar que ele pode “consertar” os problemas que permitiram o vazamento de dados da rede social, “mas isso não será fácil”.

“Este é um momento sério para o futuro da web, mas quero que nos mantenhamos com esperança. Os problemas que vemos hoje são erros no sistema. Os erros podem causar danos, mas são criados pelas pessoas e podem ser consertados pelas pessoas”, afirmou Berners-Lee.

O especialista britânico se referiu assim em uma postagem no Twitter sobre o vazamento de dados de milhões de usuários da rede social para a Cambridge Analytica, uma empresa de consultoria britânica vinculada à campanha eleitoral em 2016 do agora presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ao se dirigir a Zuckerberg, Berners-Lee afirmou que é “possível consertar” o problema, mas reconheceu que isso “não será fácil”, e acrescentou que “as empresas têm que trabalhar com governos, ativistas, acadêmicos e usuários para garantir que as plataformas estão prestando serviço à humanidade”.

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