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Mundo Os marqueteiros de Donald Trump se recusaram a assessorar a campanha de Bolsonaro no Brasil

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Questionado, o deputado desconversou sobre a abordagem. "Se alguém procurou esta agência, foi sem minha autorização." (Foto: Reprodução)

Em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tentou, em vão, contratar a agência norte-americana Cambridge Analytica, responsável pela campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Sondada por emissários do presidenciável brasileiro, a empresa pediu um tempo para analisar o comportamento de Bolsonaro nas redes sociais. Passados três meses, mandou avisá-lo que optou por recusar qualquer proposta para assessorá-lo na corrida ao Planalto. Avaliaram se tratar de um candidato com imagem “ruim”.

Questionado, o deputado desconversou sobre a abordagem. “Se alguém procurou esta agência, foi sem minha autorização. Não tenho dinheiro para contratar uma empresa dessas”, afirmou.

Dinheiro para campanha
Se migrar para o PSL, como anunciado, Bolsonaro terá R$ 3 milhões para usar na campanha. O valor refere-se a 30% dos R$ 9 milhões do fundo que a legenda deve receber.
Campanha pode murchar
Bolsonaro acaba de comemorar 5 milhões de seguidores no Facebook. Além desse, outros fatores têm contribuído para colocá-lo em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, a saber: as aparições frequentes na mídia, o discurso da segurança e a imagem que cultiva, de nome limpo.

Suas chances de ir para o segundo turno nas eleições de outubro dependem essencialmente da fragmentação de candidaturas como as de Geraldo Alckmin,Marina Silva, Henrique Meirelles, Rodrigo Maia, Álvaro Dias e até mesmo de Luciano Huck.

Nesse caso, a média de cada um desses nomes cairia. Nenhum deles iria para segundo turno, beneficiando os extremos: Lula (ou outro candidato do PT) e Bolsonaro. Foi assim nas eleições presidenciais de 1989 e nas eleições municipais do Rio de Janeiro em 2016.

Ocorre que Bolsonaro pode esvaziar-se por causa de suas fragilidades. Como ocorre em campanhas desse porte, à medida que o tempo passa, a vida pregressa do candidato é escrutinada pela imprensa.

Foi o que se viu com reportagens da Folha de S.Paulo e de outros veículos. O jornal mostrou que Bolsonaro e seus filhos acumularam patrimônio incompatível com os rendimentos ao longo de sua atividade parlamentar, mais de R$ 15 milhões.

A dificuldade de explicar essa evolução constituirá sério passivo eleitoral a ser explorado por seus adversários durante a campanha. É aqui que reside, provavelmente, a maior fragilidade de Bolsonaro, qual seja a forma como tem reagido às reportagens da Folha de S.Paulo, quando aparenta ser dotado de baixa inteligência emocional.

Ora, a boa inteligência emocional, que permite reação serena a provocações e ataques pessoais, é fundamental para um político, particularmente se almeja ganhar a Presidência. Os olhos do país e de seus adversários estarão acesos em todo o país.

Bolsonaro deu prova da ausência dessa qualidade quando uma repórter da Folha o questinou sobre uso de auxílio moradia quando possuía imóvel residencial em Brasília. “Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio-moradia eu usava pra comer gente, tá satisfeita agora ou não? Você tá satisfeita agora?”

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