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Mundo Mergulhadores dizem que o resgate dos meninos da Tailândia é tão difícil quanto subir o Monte Everest

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Voluntários se prepararam para mergulhar em complexo de cavernas à procura de entradas alternativas. (Foto: Reprodução)

Um mergulhador de caverna chama a missão de “o equivalente subterrâneo de escalar o Monte Everest – mas sem guias para facilitar as coisas”. Outro especialista descreveu esta como uma penosa experiência de seis horas, que inclui escalar várias pedras antes de submergir novamente em fortes e turbulentas correntes. Para os 140 mergulhadores da Tailândia e do mundo todo envolvidos, o esforço para resgatar 12 meninos e seu técnico de futebol de uma câmara remota na inundada rede de cavernas de Tham Luang, no norte do território tailandês, força suas capacidades ao máximo.

Entrevistas com os mais experientes se concentraram em um fato gritante: este já era um dos desafios de mergulho em cavernas mais difíceis do mundo, e agora eles devem de alguma forma manter os meninos, a este ponto já enfraquecidos após treze dias presos, razoavelmente saudáveis em um ambiente de pouco oxigênio enquanto tentam ensiná-los como tentar uma fuga subaquática.

Os perigos da operação se tornaram devastadoramente claros na sexta-feira com a morte de um voluntário, o mergulhador aposentado da Marinha tailandesa Saman Gunan, de 38 anos, que perdeu a consciência no caminho de volta. Ele havia colocado tanques extras ao longo do caminho para os meninos presos. Autoridades tailandesas disseram que ele morreu por volta das 2h da manhã de sexta-feira, depois de tentativas de reanimação terem sido realizadas.

Os mergulhadores de resgate no local da operação estão dolorosamente conscientes de que estão trabalhando contra um prazo, mesmo enquanto tentam navegar em uma rede de cavernas com geologia complexa, passagens extremamente estreitas e correntes impetuosas inchadas das chuvas de monção.

“Quando encontramos os meninos, pensamos que seriam capazes de sobreviver lá por muito tempo”,  disse o comandante da Marinha Tailandesa, Arpakorn Yookongkaew, a repórteres. -Mas agora as coisas mudaram. Nós temos tempo limitado. Temos que trabalhar muito.

O nível de oxigênio na caverna dos meninos é de cerca de 15% e está diminuindo, o que causa preocupação: menos de 16% podem causar hipóxia, que em casos extremos pode ser fatal. Por isso, o trabalho dos mergulhadores tem sido desesperado. Na noite de quinta-feira, eles começaram a levar uma mangueira na direção da caverna, na esperança de bombear mais ar, além de transportar tanques de ar para uso futuro, como Saman havia feito.

Os mergulhadores também estão trabalhando para conduzir uma linha de comunicações até a caverna para que os funcionários possam coordenar melhor a tentativa de resgate e permitir que os meninos tenham contato com suas famílias. Tal como está agora, as mensagens devem ser enviadas para dentro e para fora com os mergulhadores, que arriscam uma árdua jornada de 12 horas para ida e volta, cuja distância total é de quase dez quilômetros.

Ben Reymenants, mergulhador de caverna belga que opera uma loja de mergulho na Tailândia, pertencia ao grupo que encontrou os meninos na segunda-feira, após mais de uma semana de buscas. Ele disse que a corrente lamacenta que se empurrava contra ele em seu mergulho inicial era tão poderosa quanto a do rio Colorado, na América do Norte, mundialmente conhecido pelas suas perigosas correntezas.

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