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Mundo Os professores e funcionários voltaram ao colégio na Flórida após o massacre

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Escola na Florida alvo de massacre reabre parcialmente. (Foto: Reprodução)

Os professores e funcionários da escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, que sofreu um tiroteio que causou a morte de 17 pessoas, no dia 14 deste mês, voltaram na sexta-feira ao local. Os estudantes retomarão as aulas na quarta-feira.

No meio de forte presença policial, membros da equipe acadêmica e administrativa retornaram às instalações do colégio, localizado em Parkland, no estado norte-americano da Flórida, em meio a abraços e lágrimas, segundo mostram imagens de veículos de imprensa locais.

De acordo com relato da professora Joanne Wallace para o jornal Sun Sentinel, o dia não foi dedicado a temas de trabalho e consistiu mais no desejo de “confortar” um ao outro.

Conforme foi divulgado pelo superintendente da escola, Robert Runcie, na segunda-feira e terça-feira, os professores farão um planejamento. Na quarta-feira será o primeiro dia de aula para os estudantes, que terão um programa de atividades reduzido.

Ele acrescentou que os alunos que tinham aulas no edifício onde ocorreu o ataque, feito por Nikolas Cruz, serão transferidos para outro prédio no centro da escola.

Runcie qualificou de “indesculpável” a ação do oficial destacado na escola, Scot Peterson, que, segundo informou o xerife do condado de Broward, Israel Scott, não entrou no edifício enquanto Cruz disparava indiscriminadamente com um fuzil semiautomático. O tiroteio matou 14 estudantes e três educadores.

“Eu gostaria que ele tivesse a mesma coragem que tiveram nossos professores que se apresentaram aqui hoje”, afirmou Runcie sobre o oficial, que pouco antes de renunciar foi suspenso do emprego e salário.

Dos mais de 15 feridos, dois ainda permanecem no hospital Broward Health Medical Center e outro no Broward Health North, os três em condição estável, informaram veículos de imprensa.

Alerta dado ao FBI

A abertura da escola ocorreu no mesmo dia em que mídia norte-americana divulgou a transcrição da mantida por uma pessoa próxima a Cruz com um funcionário do Federal Bureau of Investigation (FBI), em que a agência federal dos Estados Unidos é alertada para o comportamento do responsável pelo ataque.

Na conversa, no dia 5 de janeiro, de mais de 13 minutos, a pessoa alertou que Cruz comprou armas e munição e que publicou fotos em sua conta no Instagram, ao lado de mensagens onde escreveu “quero matar pessoas”.

No dia 16 deste mês, o FBI reconheceu que não seguiu os protocolos apropriados quando foi alertado da conduta suspeita de Nikolas Cruz, como também não investigou o aviso.

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