Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de novembro de 2018
Os shopping centers no Brasil devem vender 8 por cento mais no Natal deste ano em relação ao de 2017, com maior fluxo de visitantes na esteira da retomada econômica e estabilidade política, segundo projeção da entidade que representa o setor, Abrasce.
A estimativa para o Natal também leva em conta os esforços dos empreendimentos para diversificar a atuação, aproximando-se mais dos clientes por meio da multicanalidade, mostrou levantamento da associação obtido com exclusividade pela agência de notícias Reuters.
“Muitas marcas aproveitam para diversificar a sua atuação, com flagships stores, pop ups, quiosques, entre outros. Esse fator, aliado à comodidade e segurança, nos leva a uma expectativa de aumento de 5 por cento no fluxo”, disse o presidente da Abrasce, Glauco Humai, em nota à imprensa.
Entre as categorias mais procuradas no período, a entidade cita vestuário, brinquedos, calçados, telefonia e perfumaria, com o valor médio gasto variando entre 200 e 300 reais.
Microempreendedores
Empreendedores de pequenos negócios estão mais otimistas com o Natal deste ano. Segundo pesquisa do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), que ouviu mais de 5,8 mil empreendedores de pequenos negócios de todo o Brasil de agosto a outubro, 68% dos entrevistados apostam em boas vendas. Destes, 30% acreditam que as vendas serão inclusive melhores que as do ano passado.
Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, a expectativa de melhora já era esperada, mas a greve dos caminhoneiros e as eleições diminuíram o processo de retomada. “Com a resolução da greve e do cenário político, a expectativa cresceu, pois vai destravando o medo das pessoas e elas se sentem mais motivadas a consumir. Os empresários olham isso com uma melhor expectativa, ainda muito pequena, mas já apontando uma direção mais positiva”, diz.
Por segmento, a pesquisa aponta que o comércio e o serviço são os mais otimistas com o aumento das vendas: 33% acreditam que 2018 será melhor que 2017. As melhores expectativas estão entre os MEI (microempreendedores individuais), segmento onde 73% creem na melhoria das vendas ou avaliam que serão iguais ao Natal passado. Em seguida estão as ME (micro e pequenas empresas), onde 70% acham que venderão igual ou melhor em relação a 2017, e entre as EPP (empresas de pequeno porte), em que 61% esperam uma melhoria ou que suas vendas se manterão iguais ao ano passado.
Os comentários estão desativados.