Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de março de 2016
A descoberta de que talvez o mosquito Aedes aegypti não seja o principal vetor de propagação do zika vírus e de que a disseminação por contato sexual é mais comum do que anteriormente pensado colocam em xeque tudo o que já era sabido sobre o zika. Pelo menos é o disseram cientistas e autoridades de saúde presentes na reunião da OMS (Organização Mundial da Saúde ) em Genebra, na Suíça.
“É o Aedes o único vetor? Bem, posso lhe dizer que os cientistas do mundo começam a se fazer perguntas”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “Pode ser uma outra espécie que está causando isso? Nesse momento isso são lacunas científicas. Precisamos continuar a encontrar evidências e não temos respostas definitivas ainda.”
“Isso é muito surpreendente. A gente sabe que classicamente esses flavivírus [gênero ao qual pertencem os vírus de febre amarela, dengue, chikungunya e zika] são transmitidos com um vetor principal que são os mosquitos do gênero Aedes e agora somos surpreendidos com a informação de que talvez outros [mosquitos] também sejam vetores”, disse Jorge Kalil, presidente do Instituto Butantan, que esteve em reunião da OMS sobre o zika.
As dúvidas sobre o papel do Aedes ganharam ressonância na comunidade científica com dois estudos brasileiros que apontam para o possível envolvimento de outros vetores na propagação rápida do zika vírus.
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