Segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 16 de maio de 2017
Depois de extrair os ovários de camundongos fêmeas inférteis, implantando em seu lugar uma prótese feita em impressora 3D, um grupo de cientistas conseguiu fazer com que os animais dessem à luz filhotes saudáveis e férteis.
De acordo com os autores do estudo, publicado nesta semana pela revista Nature Communications, o objetivo do projeto é desenvolver, no futuro, ovários bioprotéticos que possam ajudar a restaurar a fertilidade e a produção de hormônios em mulheres que passaram por tratamento de câncer, por exemplo.
O grupo, liderado por cientistas da Universidade do Noroeste, em Chicago (Estados Unidos), produziu os ovários sintéticos montando na impressora 3D, uma engenhosa estrutura feita de hidrogel. Em geral, esse material é mole demais para construir órgãos nesse tipo de equipamentos, mas os pesquisadores descobriram que é possível usar baixas temperaturas para tornar o hidrogel mais firme.
“Nossa esperança é que um dia essa bioprótese de ovário seja realmente o ovário do futuro. O objetivo do projeto é que sejamos capazes de restaurar a fertilidade e a saúde endócrina de jovens pacientes com câncer que tenham se tornado inférteis por causa do tratamento”, disse uma das autoras do estudo, Teresa Woodruff, da Universidade do Noroeste.
Depois de construída e implantada na cavidade do ovário extraído, a estrutura impressa em três dimensões recebeu, no laboratório, dezenas de folículos – as pequenas bolsas que contêm os ovócitos, ou óvulos imaturos. Os folículos puderam aderir ao ovário sintético graças à sua estrutura porosa.
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