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Geral Paciente joga extintor de incêndio contra médico em São Paulo

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Paciente teria se irritado com a demora dos atendimentos. (Foto: Reprodução)

Um paciente jogou um cilindro extintor de incêndio contra um médico que atendia na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Akira Tada, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. O agressor estava irritado por ter de esperar pelo atendimento, na última terça-feira (15). A vítima registrou boletim de ocorrência.

A ação foi registrada pelas câmeras de segurança. A imagem mostra quando o paciente aparentemente irritado e gesticulando. Em dado momento ele se levanta, arranca o extintor de incêndio que estava afixado na parede e o arremessa na direção de um dos consultórios da UPA.

Outros pacientes chegam a tentar conter o agressor, mas não conseguem. O homem então volta para o assento onde estava anteriormente. No vídeo também é possível ver a presença de um homem fardado.

O médico que estava no consultório realizava atendimento quando houve a tentativa de agressão. Ninguém ficou ferido. O profissional de saúde registrou boletim de ocorrência. A Polícia Civil ainda não se manifestou.

A Secretaria Municipal de Saúde de Taboão da Serra informou ao jornal O Globo que “havia seis profissionais médicos em atendimento no plantão” no dia do ataque. “A UPA Dr. Akira Tada segue protocolo de classificação de risco em que pacientes mais graves e prioridades têm preferência no atendimento, o que não era o caso do homem que arremessou o cilindro extintor de incêndio”, afirma o comunicado.

A unidade de saúde é administrada por uma Organização de Saúde (OS), a Associação Hospitalar Beneficente do Brasil (AHBB) – Rede Santa Casa. As informações são do jornal O Globo.

Outro caso

Em outro caso, ocorrido em julho, um homem e a filha foram presos em flagrante por homicídio doloso, em Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, após agredirem uma médica exigindo atendimento, fazendo com que uma paciente em estado grave viesse a óbito na sala vermelha da unidade.

Segundo a polícia, André Luiz do Nascimento Soares chegou ao Hospital Municipal Francisco da Silva Telles com um ferimento sem nenhuma gravidade. Ele estava acompanhado da filha Samara Kiffini do Nascimento Soares, de 23 anos.

Ao entrarem na unidade de saúde, funcionários pediram que eles aguardassem, pois havia pacientes em estado mais grave em atendimento.

Insatisfeitos com a demora, pai e filha teriam começado a quebrar a unidade de saúde, agrediram a médica de plantão – que teve corte na parte interna da boca e precisou receber cinco pontos –, e invadiram a sala vermelha da unidade, onde ficam os pacientes em estado grave.

Testemunhas contaram que André ficava com as mãos para trás, fazendo menção ao fato de estar supostamente portando uma arma.

A situação causou um caos no hospital, levando até um paciente com infarto agudo do miocárdio a sair da sala de atendimento com a coluna de soro para se esconder no banheiro.

Uma paciente em estado grave, que estava sendo monitorada pela equipe médica, acabou ficando sem acompanhamento por conta das agressões e da destruição do ambiente. Quando os profissionais de saúde conseguiram chegar até a paciente para verificar o seu estado de saúde, ela estava morta. As informações são do jornal O Globo e do portal de notícias G1.

 

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