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Brasil Padre defende que vereadores de sua cidade baixem seus salários

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Padre sugere que os vereadores baixem os salários. (Foto: Reprodução)

Um padre de Mauá da Serra, no Paraná, defendeu dentro da igreja que os vereadores da cidade baixassem os próprios salários. A proposta mobilizou os fiéis da cidade.

Na Câmara, o povo reclama dos gastos com diárias e dos salários dos vereadores – 3 mil reais por quatro sessões mensais. A igreja também entrou na discussão. “Seria como um extra para eles, porque vereador nenhum deixa seu trabalho ou sua empresa para exercer a função de vereador”, justifica o padre Porto de Jesus.

Durante uma missa, o padre sugeriu que os vereadores baixassem os salários, seguindo o exemplo dos colegas de Santo Antônio da Platina (PR), que cortaram gastos depois da pressão popular. Mas os vereadores de Mauá da Serra não gostaram nem um pouco dessa pregação e marcaram uma reunião com o bispo para reclamar do padre.

Os vereadores não querem que o padre fale de política dentro da igreja. “Na minha opinião, a nossa missa não é feita para falar de política”, diz o vereador Márcio Dias de Oliveira, do PMDB.

“A intenção dele, que está claro para mim e para toda a população, é que eles queriam que eu fosse embora da cidade”, diz o padre.

O caso repercutiu mal entre os fiéis, que, na segunda-feira, lotaram a Câmara para pedir a redução dos salários dos vereadores e a permanência do padre na cidade.

Com o plenário lotado, os vereadores surpreenderam todo mundo e anunciaram o cancelamento da reunião com o bispo e ainda apresentaram um projeto para diminuir os salários, de 3 mil reais para 820 reais, a partir de 2017.

Apesar das conquistas, o clima continuou tenso e a sessão foi encerrada mais cedo. Manifestantes do lado de fora jogaram pedras na janela. Os cacos atingiram um morador, que estava nas galerias da Câmara.

O projeto agora vai ser analisado por duas comissões da Câmara de Vereadores. Se houver entendimento, ele pode ser votado já na próxima sessão. O bispo que foi procurado pelos vereadores não foi localizado para comentar o caso. (AG)

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