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Mundo Países poderosos cedem um pouco no processo para escolher líder da ONU

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Ban-Ki Moon (à direita) é o atual secretário-geral da ONU. (Foto: Mary Altaffer/AP)

Durante décadas, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) foi escolhido pelos cinco países mais poderosos do mundo, sempre a portas fechadas. A única qualificação clara era que os membros permanentes do Conselho de Segurança concordassem quanto à escolha.

Mas agora, pela primeira vez nos 70 anos de história da organização, os poderosos do P-5, como são conhecidos os membros permanentes, foram persuadidos a abrir as portas, ainda que só um pouco. Após meses de negociação, o conselho concordou em deixar que todos aqueles que aspiram ao cargo de secretário-geral tenham “diálogos ou reuniões informais” com os 193 países que compõem a Assembleia Geral, permitindo que revelem algo sobre quem são e por que almejam o cargo.

Esses encontros serão estritamente voluntários. E, no final, os membros permanentes – Rússia, Estados Unidos, China, França e Reino Unido – continuarão com o privilégio mais importante: eles enviarão um nome para o cargo para ser aprovado pela Assembleia Geral. Os procedimentos foram detalhados em uma carta, há muito esperada, assinada pelos chefes do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral.

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